A sério que sim
13.9.17

O PSD e o CDS querem ouvir o ministro da Defesa no Parlamento. Azeredo Lopes já fez saber que, quando o vir, lhe pedirá para ir.

link do postPor João Sousa, às 13:35  comentar

Vamos imaginar que um autarca do PSD compra, por cerca de 70% do valor de mercado, uma casa a um familiar próximo de vários directores de uma construtora. Vamos também imaginar que este hipotético autarca do PSD se "esquecia" muito convenientemente de declarar parte desse negócio ao Tribunal Constitucional. Vamos ainda imaginar, para melhor compor este opaco ramalhete, que depois a autarquia presidida por este imaginário autarca atribui a essa construtora obras por ajuste directo de valor superior a cinco milhões de euros (e a maior parte desse valor por uma obra cercada de polémicas). O chinfrim que não iria nas redacções de jornais, a comoção que não se sentiria nos pivots e comentadores dos canais de notícias, o falsete que não viria de Galambas, Catarinas e Mortáguas.

 

Agora substitua-se "autarca imaginário do PSD" por "Fernando Medina, autarca real do PS". O que se vê, se ouve, se cheira? Uma descontracção notável - com excepção da capa de um jornal menos lido que a Marketeer, e um pequeno quadrado manhoso e manhosamente escondido na primeira página do Público.

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link do postPor João Sousa, às 13:14  comentar

12.9.17

Chego com atraso de dias (embora preferisse nunca) a uma declaração de Rita Ferro Rodrigues: "precisamos urgentemente de humoristas feministas em Portugal". A razão, cara Rita, para não haver humoristas feministas em Portugal, é muito simples de explicar: é que se há coisa a que as feministas sempre se mostram completamente imunes - é ao sentido de humor. Mais depressa passaria um camelo pelo buraco de uma agulha.

 

"Humorista feminista" é um oxímoro.

link do postPor João Sousa, às 19:27  comentar

7.9.17

Num frenesim pueril, os jornais repassam notícias sobre Madonna - como se a sua presença cá significasse a subida no ranking da UEFA e do rating da Moody's. Tenho dedicado a ela, enquanto reformada de luxo, a mesma atenção que lhe dedico enquanto cantora: pouca. Contudo, há um detalhe interessante: segundo parece, ela queixa-se da nossa burocracia. Espantoso: há tão poucas semanas aqui e já nos tirou o retrato.

link do postPor João Sousa, às 08:06  comentar

4.9.17

A acreditar no jornal Sol, alguém próximo do anterior governo terá enviado um SMS a Galamba para que este avisasse Sócrates que "iria ser feito qualquer coisa contra ele muito rapidamente". Isto configura um duplo crime: violação do segredo de justiça - e ser amigo de João Galamba.

 

Ao Sol, pelo que se pode ler, não interessou perguntar ao depilado Galamba o nome da sua fonte. Ao Sol pode não interessar - mas a mim interessa e muito.

 

Eu quero saber quem foi que, próximo do governo anterior, se esteve "cagando para o segredo de justiça". Já tivemos um passado rico em capelinhas e avisos: Costa e Ferro Rodrigues que, defecando-se para o segredo de justiça, conspiraram por telefone para manipular um processo que envolvia o seu correligionário Pedroso; o procurador Lopes da Mota que, borrando-se para o segredo de justiça, avisou a sua amiga Felgueiras; o mesmo procurador Lopes da Mota que, anos depois, pressionou os juízes do caso Freeport para se despacharem a fechar a investigação sob pena de represálias. É lamentável pensar que ainda não se conseguiu desparasitar o espaço político desta gentinha.

link do postPor João Sousa, às 13:00  comentar

28.8.17

Os meteorologistas previram, com avanço, uma sequência de dias quentes e secos com possível ocorrência de trovoadas. O Estado, na pessoa do Governo, fez orelhas moucas, não avançando qualquer prevenção ou vigilância especial - e ocorreu Pedrógão Grande.

 

Os meteorologistas previram, com avanço, uma sequência de dias com provável chuva. O Estado, na pessoa da Câmara de Lisboa, fez orelhas moucas, não avançando qualquer prevenção - por exemplo, limpando os escoadores. Ocorrem inundações.

 

O Verão fez uma pausa - titulou a Renascença. A inércia estatal, essa, é imparável.

link do postPor João Sousa, às 21:44  comentar

Rita Ferro Rodrigues que, como paladina da eliminação dos estereótipos de género, (não) passa as tardes da SIC a ensinar donas-de-casa a mudar o óleo do automóvel ou a instalar cablagem de rede nas divisões domésticas, lançou a sua potente voz contra dois livrinhos de passatempos da Porto Editora. Agrada-me que figuras públicas como Ferro Rodrigues (Rita) usem a sua visibilidade para abordar causas realmente importantes, em vez de perderem um segundo das suas vidas (muito bem pagas) com temas menores como, por exemplo, o ocupante da segunda cadeira hierárquica do Estado ser alguém que, quando líder de um partido de poder, se estava cagando para o segredo de Justiça e agora, pelos vistos, se estar cagando para a independência da Justiça.

link do postPor João Sousa, às 11:09  comentar

27.8.17

O Expresso desta semana anuncia na sua primeira página:

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 Será que alguém ainda consegue ler uma "notícia" destas sem se rir?

link do postPor João Sousa, às 21:50  comentar

Então, vamos lá a ver se eu percebo: aqueles que, há poucos anos, acusaram um adversário de procurar proveitos políticos no facto de a sua esposa não ocultar a doença grave de que padecia, são os mesmos que, agora, aplaudem como "corajosa", "digna" e de uma imensa "dimensão intelectual" a exposição, por uma política da sua área, de factos da sua vida privada e que são anunciados pela própria com um assumidíssimo móbil político. É isto, não é?

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link do postPor João Sousa, às 13:08  comentar


 
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