A sério que sim
16.5.12

Já fui desafiado a comentar o início do julgamento de Ricardo Rodrigues. Não tenho muito que possa dizer: o léxico não possui palavras que me permitam descrever os sentimentos em mim inspirados por este repulsivo personagem. Basta ver a limpeza com que procedeu à sua "acção directa":

para perceber que há ali todo um longo estudo das ancestrais artes do carteirismo.

 

Mas a sério: há alguma coisa a dizer em relação a um julgamento que começa dois anos depois do facto consumado - e gravado em flagrante? O que se pode dizer de uma bancada parlamentar que, em vez de exigir a sua demissão, ou pelo menos suspendê-lo, ainda o veio defender como vítima? O que dizer de um líder (Sócrates) que, depois desta magnífica actuação, o apresenta para reocupar o lugar na "casa da democracia"? E valerá a pena recordar o ridículo que foi Ricardo Rodrigues, este mesmo Ricardo Rodrigues que faz desaparecer gravadores com uma técnica digna do eléctrico 15, ser eleito para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários?

 

E quanta ironia o facto deste Ricardo Rodrigues, este mesmo Ricardo Rodrigues que furta gravadores a jornalistas na Assembleia da República, pertencer à Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação - precisamente três conceitos que ele devassou nestes breves segundos (e toda uma carreira antes e depois)?

link do postPor João Sousa, às 11:53  comentar

Rui Rio tem pautado a sua prestação à frente da Câmara do Porto por uma férrea sensatez orçamental. Os resultados foram anunciados: dívida zero das empresas municipais; dívida de apenas 3,5 milhões a fornecedores; redução da dívida à banca para 108 milhões.

 

Felizmente, agora que Rui Rio atingiu o seu limite de mandatos, Luís Filipe Menezes e Fernando Gomes já se vão perfilando para voltar a pôr a coisa "nos eixos".

link do postPor João Sousa, às 12:34  comentar

Eu andava com a ideia de sugerir ao António que atribuíssemos um prémio "Por Qué No Te Callas?". Receio, contudo, que se tornasse um prémio "Mário Soares" - com atribuição diária.

 

Infernizando-nos semanalmente com a publicação no DN de uma coluna de opinião/desfaçatez, o velho Soares bolçou hoje (entre outras pequenas maravilhas):

 

O Governo não comunica com os portugueses o que agrava o descontentamento e a incompreensão de uma situação que só tende a agravar-se. Não admira assim que os suicídios cresçam, como nunca antes sucedera, (...)

 

É atribuída a Einstein uma frase em que afirmava, de entre o Universo e a estupidez humana, só ter a certeza da infinitude da segunda. É óbvio que Einstein não conhecia a falta de escrúpulos do velho Soares.

link do postPor João Sousa, às 09:17  comentar

14.5.12

Quem me conhece, sabe das minhas reticências em relação a Miguel Relvas. Mas se é verdade que a RTP estava a sondar Futre e foi de Relvas que partiu a iniciativa de bloquear mais uma transferência milionária, não posso fazer mais nada senão saudar a sua decisão. Não é que eu tenha algo contra Paulo Futre - com excepção de não conseguir compreender uma única palavra do seu portunhol; tenho é contra "propostas irrecusáveis" feitas à custa do contribuinte.

tags: ,
link do postPor João Sousa, às 08:31  comentar

11.5.12

Usar o comentário sobre a morte de Bernardo Sassetti para, implicitamente, fazer política como aqui faz Inês de Medeiros, é do mais baixo que me ocorre. Mas dado o historial da senhora, e a sua ortodoxia no estilo socrático, nada já surpreende.

link do postPor João Sousa, às 18:24  comentar

A acreditar no jornal Sol, Isaltino Morais já não pode ser chamado corrupto - apesar de ter sido julgado e provada a sua culpa.  Uns advogados manhosos, pagos regiamente, encontram sempre forma de anular condenações por "irregularidades processuais" (expressão que entrou em definitivo no léxico português). E entretanto houve prescrição, não podendo ser feito novo julgamento. Palpita-me que algo semelhante se vai passar no caso Face Oculta. E se fossem investigados Sócrates e os seus corsários, a mesma coisa.

 

Se isto não muda, é todo um país que vai prescrever.

link do postPor João Sousa, às 12:56  ver comentários (1) comentar

10.5.12

Quando os ocupantes da escola da Fontinha foram despejados, as franjas folclóricas foram muito rápidas a inundar a Internet e caixas de electricidade com sátiras a Rui Rio. Agora que a Câmara de Lisboa se prepara para acção semelhante, estou para ver quanto tempo essas mesmas franjas, armadas com os seus justiceiros pincéis 20, demorarão para manipular as efígies de Helena Roseta e António Costa.

link do postPor João Sousa, às 20:51  comentar

8.5.12

Já chega. Façam-no parar. A sério! Açaimem-no. Os jornais insistem em colocar o microfone à frente do velho Soares para que ele, com moralidade inexistente, exercite a sua cara-de-pau sem qualquer escrutínio. Ana Sá Lopes, neste triste episódio, parece uma sopeira: "o sr. dr. isto", "o sr. dr. aquilo", "o sr. dr. acha"...

 

Sempre que Soares fala, eu sinto-me insultado.

 

Ao querer afastar-se da troika, e culpar o actual governo pelas dificuldades que alguns sentem, o escorregadio Soares parece aquelas pessoas que passaram décadas a fumar seis maços diários - e depois culpam o médico por perderem o cabelo na quimioterapia.

link do postPor João Sousa, às 11:49  comentar

7.5.12

Seguro começou por ser uma inutilidade - mas tem espiralado numa pobreza franciscana. Torna-se doloroso vê-lo pôr-se em bicos de pés, tentando cavalgar a vitória de Hollande. Seguro, que se julga candidato a primeiro-ministro, comporta-se como um indigente que, nas reportagens de rua, se posta atrás dos jornalistas a acenar para casa.

tags: ,
link do postPor João Sousa, às 19:19  comentar


 
subscrever feeds
blogs SAPO