A sério que sim
19.12.11

Seguro afirmou-se chocado com as afirmações de Passos sobre os docentes desempregados. Como não as tivesse visto, ouvido ou lido, fui procurar a causa de tanto reboliço. Aparentemente, quando questionado sobre os professores excedentários (excedentário, adjectivo, que excede uma quantidade necessária), Passos terá dito que estes tinham duas soluções:

 

"estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa".

 

Seguro está chocado. Eu acompanho-o. Mais do que isso: as narinas fremem-me de indignação. Um primeiro-ministro a dizer as coisas como elas são? A não dourar a pílula? Que insensatez se seguirá, um primeiro-ministro que não minta?

 

A tribo dos opinion-makers também está delirante, saltam à cachalote. Que um PM não deve dizer isto, mesmo sendo verdade - deve antes transmitir optimismo. Que em política, se deve gerir a comunicação e nem sempre "a verdade é boa conselheira". Que exercício de hipocrisia, para mais partindo das mesmas gentes que criticariam Passos Coelho por ter um discurso "contrário à realidade" se seguisse o caminho oposto.

 

Sim, senhores opinadores, vê-se o excelente resultado que deu o supremo gestor de comunicação que antecedeu Passos Coelho, o político cujo comportamento fazia crer que a verdade, mais do que nem sempre ser "boa conselheira", era um conceito blasfemo.

link do postPor João Sousa, às 10:00  comentar

De O Raio a 27 de Dezembro de 2011 às 21:05
Não senhor.
A emigração, principalmente de cidadãos com nível académico elevado é mau para o país.
Se Passos Coelho tivesse dois dedos de testa (não tem), poderia ter dito que os professores poderiam tentar trabalhar no mercado da língua portuguesa o que ele lamentava. E, de qualquer forma, trabalharia sempre para que todos os portugueses tivessem lugar no seu país.

 
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