A sério que sim
20.10.11

Existem 4 modelos essenciais de relações laborais na Europa: o nórdico, o britânico, o aplicado na Europa Central e o doce modelo mediterrânico. Este último, que faz furor em países como Grécia e Portugal, representa a mais saliente evidência de um atraso civilizacional tremendo. Os sindicatos, vistos noutros países como verdadeiros parceiros sociais, entidades de quem se pode esperar cooperação e apresentação de alternativas, estão, aqui no rectângulo, aglutinados nas poeirentas CGTP e UGT, centrais intersindicais que mais não são do que fantoches aguerridos da esquerda parlamentar, chaimites vermelhos de um exército que (felizmente!) já não existe, personificadas pelos eternos e mui enjoativos carvalho da silva e joão proença.

 

O apelo à contestação pela contestação, à greve geral, ao tumulto, é a face visível desta forma de estar, talvez útil num passado mais ou menos distante, mas completamente ultrapassada pelo tempo, pelas circunstâncias, pela classe política e pelos próprios trabalhadores. A massa crítica produtiva deste país (a verdadeiramente produtiva, não aquela "malta porreira" que se vê nas "manif's") jamais se reverá nesta forma de estar, jamais aceitará o texto já gasto da cassete, jamais pegará em cocktails molotov. Desiludam-se, portanto, os que anseiam pelo remake do sonho grego em Portugal.

 

Seguiremos o nosso caminho, honraremos os nossos compromissos e, no final, esta crise trará algo de bom: provará quão obsoletos são alguns "líderes" que temos por aí.

link do postPor António Pinto, às 10:40  comentar

 
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