A sério que sim
31.10.11

Não de euros, mas ao que parece, de pessoas. Nasceu hoje, ou vai nascer, ou já nasceu há uns meses, ninguém sabe bem, a pessoa 7.000 milhões. Somos, descontando aquela malta que nunca é contabilizada para as infografias giras, cerca de 7.000 milhões de seres humanos sobre a Terra. Em 1798, 6 anos antes da estimativa de população ter atingido o primeiro milhar de milhões, Malthus publicou o seu "Ensaio sobre a população", alertando, imagine-se, para os perigos iminentes da explosão demográfica. Mais ou menos o mesmo fez Erich, em 1968, quando a população atingia já perto de uns robustos 4.000 milhões.

 

Alheia a todo isto, a massa humana continuou a estender-se, muito para além, sabe-se agora, da capacidade de sustentação do planeta. Falar, portanto, de desenvolvimento sustentável, da forma como habitualmente se fala de desenvolvimento sustentável, parece dar a ideia de que estamos preocupadíssimos a aparar o arbusto, quando toda a floresta arde violentamente atrás de nós. Seguimos, algo despreocupados, algo ignorantes, para um beco sem saída. Esgotando recursos, avançando para outros territórios e lá explorando e corrompendo tudo o que puder ser aproveitável, vamos trilhando o nosso percurso.

 

Existe, curiosamente, outro organismo que se comporta assim: o vírus.

 

 

link do postPor António Pinto, às 10:54  comentar

30.10.11

José Sócrates e José Lello desmentem que houve telefonemas do primeiro para deputados seus apoiantes no sentido de provocar um chumbo do PS ao Orçamento de Estado.

 

Portanto, se estes dois o negam, confirma-se que houve telefonemas de Sócrates para provocar o chumbo do PS ao Orçamento de Estado.

link do postPor João Sousa, às 22:33  comentar

28.10.11

Mais uma rábula socialista: Paulo Campos usou dados que afirmou terem sido apresentados pela consultora KPMG (ou KMG, nos dizeres do enfadonho testa de ferro Basílio Horta), num estudo entregue à Estradas de Portugal, para justificar, numa Comissão Parlamentar, algumas das trapalhadas que assinou como então membro do Governo. A KPMG, pela letra de um dos seus administradores, veio desmentir publicamente o sr. Paulo Campos, afirmando que nenhum dos dados apresentados consta de qualquer dos relatórios que entregou.

 

Basílio Horta, uma espécie de espectro rosa que agora está em todo o lado, veio a terreiro defender a sua dama, confirmando que os "gráficos" não faziam parte dos relatórios, mas que "o dr. Paulo Campos se tinha baseado em dados dos relatórios da KMG (?) para os efectuar". Ficámos, antes de mais, a saber que o dr. Paulo Campos sabe fazer alguma coisa, gráficos, quanto mais não seja. Destapou-se, por outro lado, mais uma fantochada sem pés nem cabeça.

 

Querem, agora, os socialistas, também pela voz de Basílio Horta, ver o administrador da KPMG responder perante os deputados. A KPMG que se cuide: quem se mete com o PS, leva...

 

link do postPor António Pinto, às 09:20  comentar

27.10.11

A cimeira dos líderes europeus, surpresa das surpresas, resultou na tomada de decisões. Depois de meses e meses de arrastamento e marasmo, alguém se lembrou de tirar a cabeça da areia e, bem ou mal, tentar fazer alguma coisa para travar a incessante galopada da crise das dívidas soberanas. A consequência mais imediata das deliberações levadas a cabo (nomeadamente a respeitante ao perdão de 50% da dívida helénica), cá no burgo, será, com certeza, uma exaltação do coro da nossa esquerda marxista, quais arautos da inevitabilidade, afirmando que há muito tinham definido esse como o único caminho possível. Daí a deduzir que se foi possível para a Grécia também será possível para Portugal será um minúsculo passo. A ver!

 

No chorrilho de críticas feitas por pessoas que nada percebem acerca de coisa nenhuma, que aparece sempre que alguém faz alguma coisa, já li, algures, que o reforço do Fundo de Estabilização para 1 bilião de euros (valor que, pela sua dimensão, manifestamente, ninguém consegue sequer compreender) iria implicar uma contribuição portuguesa e, consequentemente, mais medidas de austeridade. Lendo até ao fim, bom hábito que se foi perdendo com o passar dos anos, fica claro que o reforço do fundo não será efectuado com recurso a contribuições adicionais por parte dos países da zona Euro, mas sim por um misto de privados e investimentos financeiros de larga escala. Mas pedir a esta gente para ler qualquer coisa é, claramente, pedir demais.

 

link do postPor António Pinto, às 10:56  comentar

Mas, sejamos justos, o PS de Seguro já apresentou algumas propostas. E propostas consequentes, ainda por cima. Por exemplo: propôs Ricardo Rodrigues para o Conselho Geral do CIJ - e a consequência disso é que eu nunca me colocarei sequer a hipótese de votar em Seguro.

link do postPor João Sousa, às 00:14  comentar

26.10.11

Um counter para contabilizar as propostas deste PS? A ideia é boa, mas não exige grande capacidade de processamento e um programador talvez a ache pouco desafiante. Um simples Spectrum é suficiente para a tarefa:

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link do postPor João Sousa, às 23:00  comentar

Proponho um counter:

 

- número de medidas propostas pelo PS de Seguro

 

 

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link do postPor António Pinto, às 16:44  comentar

O Conselho Nacional de Transição líbio anunciou, finalmente, a libertação do país das garras de um pérfido regime, que o estrangulou durante mais de 40 anos.

 

Eu rejubilei.

 

Nunca mais teremos de suportar o encerramento de instituições de ensino superior porque alguém da cúpula do regime a usou como fachada para as suas supostas habilitações académicas, nunca mais veremos inspectores da polícia de investigação afastados, destruídos e enxovalhados em praça pública por investigarem temas "quentes", nunca mais veremos déspotas a subtrair aos jornalistas o seu material de trabalho porque as perguntas são incómodas, nunca mais homens como Chávez ou Robert Mugabe serão recebidos com honras de Estado, nunca mais orgãos independentes de comunicação social serão processados por "destapar a careca" ao regime, nunca mais ouviremos expressões como "quem se mete connosco, leva" e nunca, nunca mas nunca mais veremos um líder impecavelmente vestido e aprumado, preocupadíssimo com o melhor ângulo para a câmara, rodeado da sua terrível "entourage", a dizer os maiores disparates que se possam imaginar.

 

Caramba, viva a liberdade, viva a democracia!

 

 

link do postPor António Pinto, às 09:52  comentar

22.10.11

Parece, a acreditar nos jornais, que Ricardo Rodrigues foi eleito para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários.

 

Eu praticamente não preciso dizer mais nada, pois não? O ridículo do facto devia falar por si. Justiça e Ricardo Rodrigues são conceitos que, quando usados na mesma frase, tendem a estar em antagonismo. A Ricardo Rodrigues só deveria ser permitido entrar no Centro de Estudos Judiciários - como objecto de estudo nos manuais.

link do postPor João Sousa, às 10:11  comentar

21.10.11

Era uma personalidade difícil e complexa, com características de megalomania, evidentes no primeiro contacto. Tinha uma visão desproporcionada do seu papel.

Estas palavras, publicadas no Correio da Manhã de hoje, são como Luís Amado descreve Kadhafi. Mas também poderiam descrever José Sócrates.

link do postPor João Sousa, às 19:12  comentar

 
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