A sério que sim
29.11.11

Mário Soares, definitivamente, sofre de incontinência verbal. Segundo esta não-notícia, terá dito a jornalistas: "Quem assinou o primeiro PEC e pediu dinheiro emprestado foi o anterior governo do PS. Seria mau o novo líder socialista não se abster. Foi um acto de simpatia e respeito para com o antigo líder".

 

Eu gosto de pensar que Soares está equivocado. Eu espero que esta abstenção não tenha sido meramente um acto de simpatia e respeito para com Sócrates. Eu espero, sim, que tenha sido uma manifestação de "vergonha na cara" - algo que Soares, certamente, não reconheceu por lhe ser completamente estranho.

link do postPor João Sousa, às 23:59  comentar

 

 

Como envelheceu o líder da oposição, em apenas 4 meses...

link do postPor António Pinto, às 10:44  comentar

25.11.11

Ontem, tudo aconteceu como tinha de acontecer: o sector dos transportes foi o único que levou a greve a sério, apesar das condições principescas de que gozam os seus trabalhadores, os piquetes de greve fizeram o seu habitual trabalho de sapa de intimidação descarada, mas sempre impune, sobre os colegas que pretendiam fazer aquilo que são pagos para fazer, quem violou as barreiras de segurança à frente da Assembleia da República foi veementemente convidado a recuar pela PSP (que não estava em greve) e os cartazes em tons de vermelho colocados por trás dos fossilizados líderes das centrais intersindicais caíram, simbolicamente, enquanto as ditas almas faziam um balanço imaginário daquilo que foi "mais uma jornada de luta".

 

A greve institucionalizou-se e parece que o movimento dos "indignados" também. Mais atenção a este último: um grupo de jovens que aparenta não tomar banho há semanas, que nunca teria emprego em qualquer sociedade civilizada, mas totalmente cartelizado a nível europeu, pode ser portador de más notícias.

link do postPor António Pinto, às 09:34  comentar

24.11.11

E eis que chegou: o glorioso dia em que os sindicalistas repõem a verdade e sanam todas as injustiças sociais e laborais que assolam o país desde Junho. Cenas lamentáveis na Vimeca, na Renault, à porta da Maternidade Alfredo da Costa, nas instalações da Câmara Municipal de Oeiras, entre outros, quando os eternos e muito democráticos piquetes de greve tentam impedir os seus colegas de exercer o seu direito ao trabalho. Louçã orgulhava-se hoje, nas instalações da Autoeuropa, de que "nenhuma unidade será aqui produzida, naquela que é a maior unidade industrial portuguesa".

 

São estes os exemplos de democracia e "avanço civilizacional" que estas pessoas transmitem. Este é o país que querem. Este sim, sem garantias, sem direitos, sem nada.

link do postPor António Pinto, às 09:56  comentar

23.11.11

Na véspera da ansiada greve geral, que teve o condão de unir duas das mais jurássicas centrais intersindicais da Europa, Mário Soares decidiu apelar à mobilização do povo de esquerda contra as políticas de austeridade. O mesmo Mário Soares que colocou o país de cócoras perante o FMI já lá vão uns anitos. Mário Soares é assim: um homem frontal, polémico e dinâmico, que muda opinião, posição, ideias e alianças com a facilidade que lhe é recomendada pela conveniência do momento.

 

Patrono da mais importante família da loja do rato, vai movendo influências, minando lideranças dentro do seu próprio partido, garantindo um posto eterno entre as fileiras da referida instituição. João Sousa define-o como ele é, para desencanto de quem gosta de o ver como um velho dinossauro marcado pelas cicatrizes das intensas lutas que travou pela liberdade. Ironia das ironias, no seu manifesto de duas páginas, ou naquele do qual é primeiro subscritor, Mário Soares cita a Igreja Católica. Porque Mário Soares é assim, um homem frontal, polémico e dinâmico...

link do postPor António Pinto, às 15:26  comentar

22.11.11

 

Hoje, logo de manhã, pareceu-me ouvir carvalho da silva falar de atraso civilizacional... devo ter feito confusão...

link do postPor António Pinto, às 09:52  comentar

18.11.11

Não sei porque continuo a ler o que fernanda câncio escreve. Não faço ideia se tal desejo parte de um canto obscuro do meu inconsciente ao qual não consigo aceder, de um impulso masoquista explicado de formas variadas pelas diferentes correntes da Psicologia ou se materializa a simples atenção que algo com mau aspecto e manifestamente nefasto habitualmente desperta no comum dos mortais, como um acidente de automóvel na auto-estrada, por exemplo.

 

Nesta prosa, com o título "Ainda mais papistas" adornado pela fotografia da autora a fazer beicinho e com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado esquerdo (pois claro!), tomamos contacto com a visão da fernanda acerca da polémica dos feriados. Na sua essência, atira-se aos feriados religiosos com unhas e dentes. Chega a afirmar que o que era bonito era que os católicos, nesses feriados, tivessem apenas licença para acorrer às cerimónias religiosas e voltassem a correr para o trabalho. Não sei como caiu isto na sua família política, constituída por burgueses duvidosos e envergonhados, habituados a receber muito para trabalhar pouco, mas adiante.

 

Indigna-se, também, perante a pretensão de deixar cair o 5 de Outubro, o ideal republicano, a separação Estado/Igreja e todas essas palermices, quando a única coisa que 90% das pessoas sabe acerca desse dia é que é excelente porque, quando está bom tempo, permite fazer umas sandes de coirato, enfiar o farnel no cesto e passar uma alegre tarde de bebedeira no areal da Praia da Torre.

 

E já agora, fernanda, o artigo 208º da Lei 7/2009, habitualmente conhecida como Código do Trabalho, diz respeito ao banco de horas. Os feriados é no artigo 234º da referida Lei. Já não há mais vagas em Paris?

link do postPor António Pinto, às 10:30  comentar

António José Teixeira chamar-lhe-ia, entre duas entrevistas-monólogo na Sic-Notícias, uma velha raposa, enquanto o olhava com ar enlevado. Clara Ferreira Alves, a putativa-romancista, chamar-lhe-ia um velho leão, enquanto saltitava ao seu lado com olhinhos de uma fã do Elvis.

 

Eu prefiro chamar-lhe um velho. Um velho ressentido e com uma excessiva opinião de si próprio. Um velho que se sente injustiçado porque o Mundo não se vem espojar perante a sua enorme grandeza de pensamento. Ressentido com a "dona de casa" (Nicole Fontaine) que teve a veleidade de se lhe opor à presidência do parlamento europeu, cadeira na qual ele já se imaginava, que na sua cabeça lhe estava destinada pelo simples peso do seu... peso. Que diz que a "Europa deixou de ter líderes" - e ele aqui, ignorado, cheio de soluções, agora como no passado. Que diz que a Grécia "foi o berço da nossa civilização" - como se um passado de há séculos justificasse os desmandos actuais (ou Fundações). Que chama Merkel uma senhora "atrevida, uma senhora que vem da Alemanha do Leste e de um país que provocou duas guerras mundiais".

 

Um velho chato, egocêntrico, deselegante, intimamente misógino, ressentido, pedante, que enche a boca com o "projecto europeu" mas o nega com declarações destas. Declarações às quais, francamente, se devia dar a importância de uma nota de rodapé. Ou do resmungo de um velho num banco de autocarro.

link do postPor João Sousa, às 09:28  comentar

17.11.11

Quando a sátira é aquilo que se esperaria fosse a realidade, significa montanhas sobre o satirizado:

 

Paulo Campos engana-se e pede a demissão do Álvaro em vez de pedir a dele.

(via Imprensa Falsa)

link do postPor João Sousa, às 10:40  comentar

 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO