A sério que sim
30.1.12

O PS questiona o Governo sobre as suas "reais intenções" para as Novas Oportunidades. Espero bem que as suas intenções sejam fechar as ditas numa caixinha e mantê-las no fundo do oceano.

link do postPor João Sousa, às 12:56  comentar

27.1.12

Decorre, por estes momentos, o congresso da CGTP. Carvalho da Silva despede-se (?) do cargo de líder sindical depois de 35 anos de uma brilhante carreira... de nada. A um sindicalista devoto e profissional, comunista e católico (assim o definiu a RTP), nada mais se lhe reconhece, como contributo social, económico ou qualquer outro, do que a instigação à agitação social gratuita e a organização de manif's vermelhas a descer a Avenida. Parece ser esta a fórmula mágica para ser um sindicalista de carreira em Portugal: pôr a cassete a tocar e sair para a rua, de cartazes na mão. Em sede própria, nem uma proposta aproveitável.

 

Perante aquilo que seria uma oportunidade para mudar de rumo e colocar o sindicalismo português na senda do excelente trabalho feito por sindicatos em alguns países da Europa, a CGTP adopta a postura que qualquer organização de matriz comunista tem adoptado ao longo da história de erros que tem sido o comunismo no Mundo: assobiar para o lado, cerrar fileiras e ensimesmar-se. Arménio Carlos parece ser mais do mesmo ou pior: um sindicalista encartado com um percurso profissional totalmente desconhecido, fiel seguidor da doutrina comunista desde há 30 anos (não é díficil, está exactamente igual), cego às importantes mudanças sócio-económicas que o planeta atravessou nas últimas décadas, prepara-se para manter a pesada intersindical de cachaço erguido e pêlo eriçado, rosnando à sociedade que vai calmamente passando por si.

link do postPor António Pinto, às 15:03  comentar

Como eu escrevi há atrasado, até recentemente não sabia quem era Raquel Freire. Mas ela existe, claramente existe. Via o União de Facto, fui ter a este pedaço de entrevista que a realizadora "transgressora" deu à Actual/Expresso em 2008. Um pequeno excerto:

 

P: É heterossexual ou homossexual?
R: Sou pan-sexual.

 

Não, ela não é pan-sexual. Ela é pan-lerma.

 

Agora, que fique claro: eu sou o primeiro a defender que alguém tenha a liberdade de dizer as pa(n)lermices que quiser, em relação ao que quiser: temos mais facilidade em desdizer ou refutar as palermices de alguém ditas em claro do que se fossem proferidas no recolhimento de um sótão. O que me questiono é que critério editorial, ou que provas dadas por Raquel Freire no passado, justificaram a sua contratação para usar uma rádio pública de informação, paga com dinheiros públicos, como plataforma para espalhar a sua palavra. Ainda se fosse a Antena 3, que não pretende ser mais do que entretenimento...

 

É que o que não falta por aí é gente mais articulada e com coisas mais interessantes para dizer: Tino de Rans, por exemplo.

link do postPor João Sousa, às 11:34  comentar

O Banco de Portugal comprou um carro de golfe por ajuste directo. Passei a última meia-hora a procurar um qualquer dichote sarcástico para ilustrar esta notícia, mas sinceramente não consegui. Só consigo pensar nisto: o Banco de Portugal comprou um carro de golfe - e, não fosse isso suficientemente mau, em ajuste directo. E não se deporta ninguém?

link do postPor João Sousa, às 10:30  comentar

Por acaso, até desconhecia a composição completa do Conselho Directivo do CCB. Descobri agora que dois dos seus seis elementos são/eram a inenarrável Clara Ferreira Alves e a tontinha Lídia Jorge. Porquê? Já não havia adultos neste país que pudessem ser convidados?

link do postPor João Sousa, às 10:23  comentar

26.1.12

Um tratado sobre sócrates e o socialismo circense. Uma vénia a Manuel Maria Carrilho.

link do postPor António Pinto, às 12:07  comentar

Um texto de Estrela Serrano sobre a polémica na RDP. Estou chocado, perfeitamente chocado: do princípio ao fim, Estrela Serrano expõe um rol de argumentos - que eu subscrevo e cuja leitura aconselho. Se houve coisa que eu nunca esperei nesta vida, era concordar com a ex-assessora de imprensa do então Presidente Mário Soares. 

link do postPor João Sousa, às 10:32  comentar

O jornal I publicou hoje uma notícia sobre a teia que Vara deixou na CGD - e um perfil do mafioso Lucky Luciano.

link do postPor João Sousa, às 10:02  comentar

25.1.12

O Público titula que "A RDP acaba com espaço de opinião que serviu de palco a críticas dura a Angola".

 

Em poucas palavras, a história é-nos apresentada assim: o jornalista Pedro Rosa Mendes, conhecedor dos meios corruptos angolanos, emitiu uma crónica na Antena 1 em que criticou duramente a emissão do Prós & Contras, feita recentemente a partir de Angola, e que contou com a presença de Miguel Relvas. Em consequência, uns quantos telefonemas terão sido feitos e o programa foi terminado.

 

Se isto se passou assim, não tenho o menor dos problemas em condenar. Da mesma forma, condenei o fim do Plano Inclinado, na Sic-Notícias, "repensado" precisamente depois da emissão em que o convidado Henrique Neto teceu duras críticas ao PS e mencionou diversas vezes as ligações da Maçonaria ao poder político (no caso particular, ao poder socialista). Não me recordo, contudo, de ver nessa altura o escarcéu exaltado de agora.

 

E eu estou particularmente à vontade porque sempre abominei o Prós & Contras e nunca senti empatia para com Miguel Relvas, que me recorda demasiado esse personagem daninho do socratismo chamado Pedro Silva Pereira. Mas se há talento que não nego no primeiro, é habilidade política. Por isso, parece-me estranho que tenha executado este plano tão mal-amanhado, sabendo perfeitamente que não poderia deixar de ser uma castanha que lhe rebentaria na boca.

 

Eu não gostaria que tivéssemos trocado um Governo que controlava a Comunicação Social pública por outro que deseja controlar a Comunicação Social pública - mesmo que a pretexto da diplomacia. A única vantagem vinda da troca seria, então, que embora ambos o desejem fazer por conveniência política, no governo anterior também havia que contar com o factor neurose de Sócrates.

 

Os suspeitos do costume, claro, já vieram pedir explicações. Como sempre nestas ocasiões, dado o passado recente, o arzinho indignado deste PS não merece senão uma gargalhada - ou um acesso de vómito.

 

Mas há um parágrafo em particular que me chamou a atenção:

 

"A Antena 1 é um canal de rádio que faz serviço público de comunicação e, como tal, deve esclarecer o que se passou com total transparência. Queremos saber se houve alguma influência da tutela para que a direcção de informação ou de programas tomasse esta posição em relação a uma opinião livre, ou se estas direcções, para fazerem algum frete ao Governo, tomaram esta decisão", afirmou o deputado socialista João Portugal.

 

"A Antena 1 é um canal de rádio que faz serviço público de comunicação"; "opinião pública"; "frete ao governo". Quem leia isto fica com a ideia de que a Antena 1 é um espaço impoluto e, até hoje, completamente protegido dos poderes vigentes.

 

Não nos tomem por parvos!

 

Percorramos a grelha de programas opinativos, ouçamos algumas emissões de cada e depressa percebemos como uma larga fatia tinha critérios editoriais e inclinações ideológicas claramente próximas do PS socrático. Vejamos os nomes dos seus responsáveis e é notável a coincidência de tantos deles serem próximos do socialismo.

 

Recordo-me de ouvir um punhado de emissões do Contraditório. O Prós&Contras repugnava-me por ser um Prós&Prós. O Contraditório era fiel ao seu nome - mas apenas em relação ao PSD, e não parecia ser senão um espaço onde Carlos Magno aproveitava qualquer ocasião para babar o seu despeito por Cavaco Silva e amor pelo "dr. Soares".

 

Recordo-me também de um programa de Pedro Rolo Duarte, penso que aos Domingos de manhã, com um punhado de convidados razoavelmente sensatos (a Carla Quevedo, por exemplo). Calhou, acaso por certo, que o painel de comentadores fosse remodelado por altura das legislativas de 2009: as vozes mais afastadas do socratismo retiraram-se e a primeira "convidada especial" foi - a tontinha Lídia Jorge. Digam lá se este mundo não é pequeno.

 

Mas nem havia necessidade de invocar estes exemplos para especular que a Antena 1 é um viveiro de gente próxima do ex-poder socialista ou que, não o sendo, não se importou de compactuar com ele. Bastava recordar o caso de Eduarda Maio, a independentíssima Subdirectora de Informação da Antena1, que escreveu a hagiografia "O Menino de Ouro do PS" e foi a voz do polémico anúncio "os grevistas estão contra quem quer chegar a horas".

 

A deputada Catarina Martins (já é a segunda vez em poucos dias que tropeço nela) interpelou por escrito Miguel Relvas:

 

"É de registar a coincidência temporal entre a difusão da referida crónica – que é crítica sobre a emissão de um programa que teve como representante do Governo justamente o ministro que tutela a comunicação social – e a decisão de suspensão deste espaço de opinião"

 

Ora se é verdade, como afirma o director-geral da RTP e RDP, que a decisão de terminar a série estava tomada há muito tempo, antes do referido programa ter sido emitido, e que os contratos dos colaboradores terminam a 31 de Janeiro, eu posso inverter o argumento de Catarina Martins:

 

É de referir a coincidência temporal entre o final do contrato dos colaboradores e a difusão da referida crónica.

 

Eu coloco vários "ses" por agora, tendo apesar de tudo a convicção de que, sem provas materiais, será mais um processo pantanoso com a palavra de uns contra a dos outros. É possível especular que se trata de um caso de censura à posteriori com os dedinhos gordos de Miguel Relvas lá metidos. Mas também me é possível especular que se trata de um espectáculo pirotécnico montado por colaboradores com opiniões de esquerda, em final de contrato com um canal informativo estatal tutelado por um governo de centro-direita. E que já teve os seus resultados: até há poucos dias, eu não fazia a mais pequena ideia de quem era Raquel Freire.

 

Especulações à parte, isto é mais uma demonstração de como tem de ser revisto - por baixo - o papel do Estado na Comunicação Social.

link do postPor João Sousa, às 13:13  comentar

24.1.12

Coisas que me apraz dizer sobre esta petição que reclama a destituição de Cavaco Silva por causa do episódio reformas:

 

1) ao continuar na prática de ridicularias destas, a Esquerda corre o risco de não ser levada a sério se alguma vez falar de algo realmente grave.

 

2) a Esquerda nunca conseguiu perdoar que alguém conotado com o centro/Direita, e ainda por cima não oriundo da dita "aristocracia" social, conquistasse a Presidência da República. A Esquerda sempre parece considerar este cargo como um direito seu. Tenham lá paciência, rapazes, mas isto tem um nome - democracia.

 

3) são criadas petições por Cavaco ter feito umas declarações patetas. Não me recordo de as mesmas pessoas criarem petições quando foram descobertos os vários casos cinzentos que rodearam Sócrates, esses sim casos de justiça e carácter (Universidade Independente, TVI, Cova da Beira, etc). A Esquerda é muito moralista mas, quando a bola está no seu campo, são tomados por súbito torcicolo e não conseguem ver nada. O escrutínio é só válido para um dos lados.

 

4) a propósito deste episódio, são expostas e analisadas nos jornais as declarações de rendimentos e a origem das reformas auferidas por Cavaco Silva. Isso faz imensa gente salivar de gozo, de dedinho em riste. Um jornal publicou detalhes sobre o exílio dourado de Sócrates: expõe a credibilidade questionada e questionável da Sciences-Po que quase faz, por comparação, a Independente parecer Oxford; e mostra a imensa indefinição do que Sócrates está lá a (não) fazer. As mesmas gentes babam mas, aqui, de raiva, arrepanhando os cabelos aos punhados por causa do que consideram uma vergonhosa intromissão na privacidade de "um cidadão".

link do postPor João Sousa, às 11:22  comentar

 
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