A sério que sim
28.2.12

Já reparei que o jornal I força ao preenchimento dos "captcha" para a publicação de comentários. Nada contra. O problema é que para além dos "captcha" que obrigam ao reconhecimento de texto distorcido, e são já de si desafiadores para imensa gente, também há a possibilidade de calhar em sorte um "captcha" matemático, onde é necessário proceder a um cálculo "simples".

 

Ora pela qualidade dos raciocínios que vou lendo nas caixas de comentários dos jornais, um "simples problema de matemática" como este:

é um Cérbero para 75% dos potenciais comentadores.

link do postPor João Sousa, às 11:42  comentar

19.2.12

O despudor desta criatura abjecta é tal que eu não encontro na língua portuguesa palavras suficientemente fortes para exprimir as sensações que me desperta ("asco" e "repulsa" não chegam a lascar a superfície):

 

José Sócrates diz que "Vemos hoje tudo o que perdemos por ter pedido ajuda externa: níveis de desemprego, de falências, ratings da República, dos bancos: quantos anos vamos demorar a regressar aos níveis de há um ano?" (in Público)

 

E quantas décadas, pergunto eu, teremos de penar para regressarmos aos níveis de antes do daninho Sócrates?

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link do postPor João Sousa, às 15:21  comentar

17.2.12

Seguramente por falta de tempo, o João não virou mais páginas, senão veria que: 

 

discussão gravíssima com Soares levou Imhotep a aceitar o projecto megalómano do Rei Djoser para Saqqara

 

discussão gravíssima com Soares levou grupo de sumérios a desenvolver um código escrito

 

...

link do postPor António Pinto, às 15:10  comentar

Ontem, enquanto apresentava na Figueira da Foz o seu livro "Um Político Assume-se", Mário Soares deixou escapar que apenas depois de ter tido uma gravíssima discussão com Sócrates é que este acabou por ceder à evidência de ter de pedir ajuda externa.

 

Este Mário Soares é um encanto. As línguas viperinas do costume dirão ser mais um exemplo da egomania soarista, da sua ânsia infrene em ser falado e mostrar-se providencial. Nada disso: Soares É DE FACTO providencial, magistral, gravitacional. Espero com ansiedade as próximas apresentações do seu livro para ser tornado público que:

 

discussão gravíssima com Soares levou Mourinho a adoptar o losango;

 

discussão gravíssima com Soares levou Roosevelt a juntar-se aos aliados contra Hitler;

 

discussão gravíssima com Soares levou Newton a desenvolver o cálculo integral;

 

discussão gravíssima com Soares levou Shakespeare a escrever Romeu e Julieta;

 

discussão gravíssima com Soares levou Viriato a revoltar-se contra Roma.

link do postPor João Sousa, às 12:22  comentar

14.2.12

A primeira impressão que tive de Arménio Carlos foi a de uma pessoa perigosa. Quando diz que "se as medidas de austeridade em Portugal se agravarem, os cidadãos devem sair à rua e protestar, tal como os gregos os têm feito", cogito se "como os gregos" implica pilhagens, carros e prédios incendiados, pedras e cocktails molotov. Quando afirma crer "que a maior violência que está a ser imposta são as medidas de austeridade", deixo de ter dúvidas e fico com a certeza.

 

Arménio Carlos tem o olhar esgazeado e o discurso truculento dos fanáticos. A sua evidente ortodoxia quase faz, por comparação, Carvalho da Silva parecer uma pessoa moderada. E embora Eça dissesse que "em Portugal tudo faz sono - até a anarquia", acredito haver umas franjas, ébrias dos ensinamentos de Assange e Anonymous, que fremem na ânsia de um pouco de ultra-violence. Podem não ser muitos, mas para explodir um barril de pólvora basta um pequeno rastilho - e Arménio parece-me o tipo de pessoa para lhe chegar o fósforo com um sorriso de satisfação.

link do postPor João Sousa, às 12:05  comentar

Eu não tenho interesse naquilo a que se chama o futebol português. Repugna-me as gentes muitíssimo pouco recomendáveis que o dominam nas direcções de clubes, ligas e afins; e causa-me estranheza o efeito debilitante que consegue provocar na actividade mental de algumas pessoas por norma inteligentes. Mas tendo olhos para ver e ouvidos para ouvir, não consegui evitar saber as novas vindas do Sporting.

 

Recordei imediatamente uma conversa que tive no ano passado com pessoa amiga (monólogo seu é um termo mais honesto, como é hábito quando a temática é futebol), que conjuga o raro fenómeno de ser fervoroso sócio de um clube (no caso, o Benfica, mas podia ser outro qualquer) sem que isso o faça regredir ao reino vegetal. Na altura, afirmei que no espaço de uma geração o Sporting estaria reduzido ao nível actual de um Belenenses. Ele riu-se, com a ternura que os sábios evidenciam perante um leigo, garantindo que tal nunca aconteceria.

 

Vejo agora que pequei por optimismo. Não será no espaço de uma geração - uma década deve ser suficiente.

link do postPor João Sousa, às 12:04  comentar

A Moody's fez outro vôo rasante pela Europa e cortou o rating de mais seis países. O problema disto é o que toda a gente sabe: estas agências de notação não são ingénuas, suportando interesses financeiros fortíssimos. Ao desvalorizar a economia europeia, permitem-se criar as condições necessárias para que elas próprias invistam nestes países, comprando "ao preço da uva mijona".

 

Mais grave é pensar que estes cortes não surgem sustentados em qualquer argumentação objectiva. Ocorrem, inclusivamente, num contexto de (moderado) optimismo após o adiamento da tragédia grega.

 

Está na hora da Europa se começar a defender dos ataques destes postos avançados dos investidores privados norte-americanos. Deixaram crescer demasiado a bolha, agora que andem em cima dela.  

link do postPor António Pinto, às 11:22  comentar

13.2.12

No Público: o novo Secretário de Estado espanhol da Segurança Social parece ter "empolado" o seu currículo académico.

 

Gosto particularmente do último parágrafo do Público: "A tentação de “melhorar” os currículos não é nova entre nomeados para cargos públicos em Espanha". Nem uma palavra sobre a polémica socretiana, exemplo bem mais próximo de nós. Este é o Público que vamos tendo.

link do postPor João Sousa, às 13:33  comentar

Eu estou cá na minha de que a culpa disto recai no Acordo Ortográfico. Com a ideia peregrina de retirar as maiúsculas às estações, o Inverno sente-se despromovido. Ao ver-se simplesmente inverno, entrou numa crise de identidade e já não sabe o que é suposto ser. Esqueceu-se da chuva, esqueceu-se dos nevoeiros, parece até ter-se esquecido das geadas que cobriam as bermas. Apenas nos dá estas manhãs razoavelmente frescas e tardes confortavelmente amenas.

link do postPor João Sousa, às 09:47  comentar

9.2.12

A Igreja não se mostra particularmente preocupada com a hipotética não-concessão de tolerância na Páscoa e/ou no Natal. Vou estalar de riso se, na altura, a Esquerda caceteira tomar a posição contrária. Afinal, seria o cúmulo da hipocrisia: a Esquerda, que se pauta pela separação entre o Estado e a Igreja, a defender a atribuição de dias aos funcionários do Estado para a celebração de feriados religiosos.

 

Mas talvez eu esteja a deixar-me guiar pelo meu cinismo. Talvez, na altura, a Esquerda tome uma posição adulta. Nunca é tarde para se começar.

link do postPor João Sousa, às 09:18  comentar

 
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