A sério que sim
31.8.12

A RTP tem defendido com unhas e dentes a manutenção do seu status quo. O rol de convidados que lá foram dizer de sua justiça é impressionante. Ora eu tenho-me questionado se é eticamente defensável que um órgão de comunicação social, neste caso com a agravante de ser público, se assuma como manchete de si mesmo. Mais: é defensável que a RTP seja réu, advogado, acusação, juíz e júri em causa própria e no seu próprio tribunal numa discussão que, isso é cada vez mais notório, assenta em razões ideológicas?

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link do postPor João Sousa, às 16:55  comentar

30.8.12

Pelo menos era essa a ideia com que se ficava depois de ler o noticiado no JN: a RTP tinha dado lucro; a RTP tinha bons resultados; a RTP reduzia o passivo; a RTP pagava dívidas; a RTP era sustentável; a RTP era boa e o Senhor sorria ao olhá-la.

 

Mas leio o resto da notícia. Os gastos operacionais foram de 289.6 milhões de euros e as receitas de publicidade 49.9 milhões de euros. Se as receitas de publicidade cobriram 17% dos gastos, como conseguiu a administração da RTP este milagre dos pães?

 

Terá alguma coisa a ver com os milhões que o contribuinte paga de taxa (para 2013, são previstos mais 140 milhões)? Terá alguma coisa a ver com as quantidades massivas de dezenas, centenas de milhões de euros que o contribuinte transfere via Estado (para o próximo ano, Guilherme Costa pede uns modestos 80 milhões mais)?

A verdade é que é muito fácil para a RTP ter lucro - quando se tem o contribuinte a entregar diariamente pazadas de dinheiro a pedido.

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link do postPor João Sousa, às 08:42  ver comentários (1) comentar

26.8.12

Li algures que o PS está a considerar Basílio Horta para as autárquicas em Sintra. Se isto for verdade, torna-se óbvio que, por razões que desconheço, o PS tem uma qualquer vendetta contra a pobre Sintra. Edite Estrela, Ana Gomes, Basílio Horta... é um historial muito, muito mau.

link do postPor João Sousa, às 18:45  comentar

Agora que se conhecem possíveis abordagens ao assunto RTP, vários bloggers vêm publicando excertos de já pretéritas emissões. Imagino que pretendam, com esses posts, demonstrar a importância de existir uma televisão pública. Só que eles parecem não compreender uma coisa: ao recordar esses bons velhos tempos, muitos ainda a preto e branco, estão a dar argumentos contra si. Ao mostrar como a RTP de agora está tão distante da RTP de então, só se pode concluir que não faz sentido um Estado suportar uma televisão pública com o modelo actual. Uma televisão ser pública não implica automaticamente que esteja a prestar um serviço público.

 

Antes, a RTP mostrava-nos teatro português, cinema com qualidade, algumas boas telenovelas brasileiras. Havia informação, a natureza de David Attenborough, a ruralidade com Sousa Veloso. Havia séries britânicas e havia o Zé Gato. Recordo-me de jornalistas desportivos que sabiam do que falavam: o Helder de Sousa, o Cordeiro do Vale, o Adriano Cerqueira, o João Coutinho, os dois Lopes (Luis e Jorge). Havia o Vasco Granja. E mais.

 

Hoje, temos o gordíssimo Mendes, o Rodrigues dos Santos, a Fátima Campos Ferreira, umas séries portuguesas mal amanhadas, uns concursos com cenários manhosos, o Bom Dia Portugal, o Portugal no Coração, o menos gordo Malato e a insuportável Catarina Furtado. Se isto é o que esses bloggers pretendem que seja uma televisão pública, já há outras duas que não custam directamente ao contribuinte: a SIC e a TVI.

link do postPor João Sousa, às 18:07  comentar

22.8.12

No bom velho estilo do rato que ruge, o Equador vai travando um braço-de-ferro diplomático com o Reino Unido a propósito de Assange.

 

Pessoalmente, acho que a pessoa em questão não vale a atenção.

 

Desde o início da sua notoriedade pública que tenho de Assange uma opinião pouco benevolente. Na essência, considero-o um niilista com narcisismo descontrolado, um sociopata que, como os incendiários, obtém a sua satisfação nos conflitos que provoca.

 

Assange afirma-se jornalista como se tal automaticamente lhe conferisse uma capa de credibilidade ou legitimasse as suas posições. Acusa os Estados Unidos de procederem, na sua pessoa, a uma caça às bruxas - mas esconde-se na embaixada do Equador, país onde "jornalismo livre" é um óbvio oximoro. Mais: exibe-se sem problemas de consciência num talk-show pago pelo regime de Putin, cavalheiro cujas relações com jornalistas carregam um longo historial de algo mais que "perseguição".

 

Assange é um homem hipócrita, é um homem absurdo e, muito mais grave, é um homem multiplamente perigoso. E um dos seus perigos reside no facto de saber usar um léxico que atrai as subculturas radicais dos anarquistas e/ou hackers, gente desprovida de sensatez mas que, mesmo em número reduzido, tem ferramentas capazes de gerar um ruído assinalável.

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link do postPor João Sousa, às 00:12  comentar

20.8.12

O pateta valter hugo mãe acusa a sua editora de não distribuir os seus livros. Assume-se "cansado de ouvir as pessoas a dizer que não encontram os seus livros nas lojas".

 

O povo, na opinião de valter hugo mãe, procura com ansiedade as suas obras. A Objectiva, na opinião de valter hugo mãe, está a sabotá-lo, impedindo as massas de serem iluminadas pelas suas linhas sábias.

 

Em sendo verdade, trata-se do exemplo perfeito de uma entidade privada a prestar serviço público.

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link do postPor João Sousa, às 12:17  comentar

Infelizmente, a matemática ensina-nos há muito que existe um elemento absorvente da multiplicação: dois vezes zero continua a ser zero.

link do postPor João Sousa, às 11:45  comentar

Francisco Louçã, esse jovem político com décadas de carreira, prepara-se para deixar a liderança do Bloco de Esquerda. Como bom democrata, fá-lo anunciando a sucessão: no caso, uma partilha entre Catarina Martins e João Semedo (porque só uma pessoa não consegue preencher o espaço deixado pelo dínamo Francisco).

 

Ora aqui está o que se poderia chamar uma clara ruptura: passar de uma liderança acéfala para uma liderança bicéfala...

link do postPor João Sousa, às 11:26  comentar

7.8.12

Após a vitória de Usain Bolt nos 100 metros, três jogadoras da selecção sueca de andebol foram felicitá-lo... ao quarto dele. E estiveram lá perto de hora e meia a celebrar.

Estou certo de que três andebolistas suecas e um velocista jamaicano passaram 90 minutos, fechados num quarto, a debater a obra de Selma Lagerlof.

link do postPor João Sousa, às 14:55  comentar

 
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