A sério que sim
28.2.13

Gostaria só de acrescentar uma questão à análise do João: este protesto, de carácter indubitavelmente selvagem, era contra o quê?

link do postPor António Pinto, às 12:32  comentar

Vitor Constâncio, governador do Banco de Portugal durante a orgia desenfreada de roubos do BPN, afirma que é "pertinente que Portugal tenha mais um ano para corrigir o défice orçamental".

 

Também será pertinente perguntar: qual o verdadeiro peso do BPN nesse défice?

 

Talvez Constâncio, que estava à frente da entidade reguladora quando tudo aconteceu, possa responder.

link do postPor António Pinto, às 12:18  comentar

Pedro Passos Coelho foi à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Claro que houve circo.

 

Algumas alunas, diz o Público, empunhavam cartazes onde se lia, entre outras coisas, "Quero o meu país de volta". O que me ocorre, de imediato, é questionar porque não vão as tais alunas exibir este cartaz à porta da pessoa que, de facto, entregou o país aos credores e fugiu logo a seguir para Paris.

 

Mas o mais burlesco foi a exibição por alguns grunhos desta linda encenação:

Nem de propósito: o Público também noticia que, em 2011/2012, reprovaram no 12º ano mais 6,4% dos alunos do que em 2009/2010, "o que se ficará sobretudo a dever à maior exigência dos exames nacionais". Como se vê pelo que está exposto acima, tal acréscimo de exigência já vem dois ou três anos atrasado.

link do postPor João Sousa, às 08:33  comentar

27.2.13

Confesso que a grande novidade acerca da resposta de Lagarde a Seguro foi o facto de haver uma resposta de Lagarde a Seguro.

 

No contexto nacional, já quase toda a gente aprendeu a tratar Seguro com o carinhoso desdém que ele merece. O mesmo desdém adoptado, aliás, pelo Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia. 

 

Analisando um pouco do conteúdo, facilmente se verifica que Lagarde "chove no molhado". Fala do díficil equilíbrio entre ajustamento orçamental e aposta em políticas de crescimento e de mais dois ou três lugares comuns. A posição do FMI sobre o assunto é clara (embora muitos queiram lançar o véu da dúvida) e só a ingenuidade pueril do líder a prazo do PS o levou a expor-se ao ridículo de balbuciar algumas coisas acerca de uma carta que tinha enviado. Sobre as eventuais respostas, nada!

 

Seguro, seguindo a linha socialista que nos conduziu à indigência, exigia a presença de responsáveis políticos na análise à situação económica do país. Os políticos, porventura os mesmos que, como ele, assistiram, impávidos e serenos, à viagem rumo à fossa onde hoje estamos atolados. Os políticos que, ao invés de estarem presentes nesta ou naquela avaliação, talvez devessem ser presentes à barra dos tribunais.

link do postPor António Pinto, às 14:44  comentar

Quando a única ferramenta de que se dispõe é um martelo, tudo serve de prego.

 

O antigo Soares regressou do seu período de baixa para nos alegrar o dia. Manhoso como os abutres, sabe que a moda do momento entre os "descontentes" é a Grândola. Resultado: tudo é pretexto para se colar a ela, seja a morte de um esquerdista, a vitória do Real Madrid em Barcelona, ou a unha do pé encravada.

 

Agora, foi a morte de Stéphane Hessel, entre outras coisas autor dos livros Indignai-vos e Empenhai-vos (e nós sabemos como o verbo empenhar, para os nossos socialistas, tem o valor de lei). Disse o idoso Soares que:

 

Quando se está a cantar a "Grândola, Vila Morena", uma das pessoas que será lembrada é com certeza ele.

 

Não deixa de ter a sua piada: a maioria dos actuais cantadeiros de Grândola nem sequer se consegue lembrar da letra de Grândola, quanto mais de quem foi Stéphane Hessel. 

link do postPor João Sousa, às 14:21  ver comentários (2) comentar

É uma assinatura desta esquerda folclórica: faz o número circense da praxe com a cantoria do "Grândola" - e foge para não ouvir o que o interlocutor tem para dizer.

Esta gente enche a boca com democracia, debate de ideias e diálogo - e desmente-se na primeira oportunidade. O seu objectivo nunca é ouvir os argumentos do adversário para os poder rebater - é proibi-los pelo simples facto de existirem.

link do postPor João Sousa, às 11:19  comentar

Numa conversa que tive, há anos, com um vizinho então emigrado em Londres, ouvi dele um arroubo de poesia: "Lisboa tem uma luz muito própria". E depois riu-se do seu próprio romantismo, mas reiterou que há ali uma luminosidade que não se encontra noutras cidades.

 

Não me surpreende demasiado que Lisboa esteja no top-10 das cidades mais belas do mundo. Eu também acho Lisboa uma cidade bonita. Aliás: eu ainda acho Lisboa uma cidade com algumas zonas muito bonitas. E é um testemunho da sua beleza que assim o seja, apesar dos esforços de sucessivos alcaides, com António Costa e respectiva trupe à cabeça, para a enterrar numa eternidade de imundíciefolclore e estaleiros.

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link do postPor João Sousa, às 10:46  comentar

26.2.13

Associação José Afonso apoia manifestação de 2 de Março.


Dizer que a Associação José Afonso apoia QUALQUER manifestação tem o mesmo valor que dizer que a água molha.

 

Mas não deixa de ser irónico: à associação com o nome de José Afonso, artista que cantava a igualdade entre os homens (embora, como qualquer bom comunista, quisesse dizer "só os do meu lado são dignos dessa igualdade"), dá-se uma visibilidade nada igualitária. Por esse Portugal fora, há imensas associações, igualmente úteis e desejosas de ver publicado o seu apoio à manifestação mas que, por não terem o nome de alguém famoso, são disso privadas. Só para dar um exemplo: a Associação Cultural e Recreativa da Vila do Corcunda, conhecida de alguns pelos seus torneios de chinquilho.

link do postPor João Sousa, às 22:51  comentar

Anda tudo em polvorosa pela avalanche de notícias sobre a presença de carne de cavalo em lasanhas e hambúrgueres. António Nunes, o Torquemada da ASAE sempre sedento de protagonismo controleiro, está feliz como um cágado ao sol.

 

Pessoalmente, nunca me chocou comer carne de cavalo (que sempre achei excelente), embora compreenda o porquê de, para muitos, a ideia ser um tabu semelhante a comer cão. De resto, aquilo que me deixou chocado nesta história é que naquelas lasanhas que se compram nos supermercados, e que me parecem uma zurrapa com sabor a lama quente, existisse realmente alguma carne verdadeira.

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link do postPor João Sousa, às 22:42  comentar

22.2.13

Consegue-se imaginar o auto-apelidado "animal feroz", o tal da "liberdade respeitosa" e das transmissões em directo que se transformam em diferido por "questões técnicas", agir com esta cordialidade perante manifestantes (igualmente civilizados)? Eu não. Há coisas que simplesmente nascem com as pessoas.

link do postPor João Sousa, às 11:00  comentar

 
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