A sério que sim
28.6.13

Uma das coisas que mais me irritam é a cobardia dos nossos revolucionários de meia-tigela.

 

Ontem, como sempre acontece quando há greves, formaram-se piquetes em vários locais. No caso particular da Carris, tentaram impedir a saída dos autocarros que iriam prestar os serviços mínimos e a PSP agiu para repor a legalidade. Os membros do piquete, cobardes e hipócritas como sempre são os membros de piquetes, decidiram filmar a brutal actuação das forças policiais.

 

Eu vi o vídeo com toda a atenção: foi uma desilusão do princípio ao fim. Nem uma joelhada na boca do estômago, nem um pontapé nos rins, nem sequer uma bastonada na garganta de um qualquer piqueteiro. Para estes nossos bravos, os excessos de força da polícia são uns empurrões mais expectáveis no pátio de uma escola primária do que numa manifestação de esquerda.

 

Os grevistas sentiram-se violentados - mas até foram carregados ao colo! Que palhaçada! A polícia só poderia ter sido mais meiguinha - se fosse, à noite, aconchegar-lhes os lençóis do My Little Pony e murmurar-lhes histórias de princesas e bruxas-más.

link do postPor João Sousa, às 11:31  comentar

26.6.13

Recordam-se de quando António José Seguro, qual emplastro, se tentava colar a Hollande, esse euro-Obama? Recordam-se de quando o velho Soares gabava a suposta língua sem papas de Hollande, o desafiador da "senhora que devia voltar para o sítio onde nasceu"? Ou quando o caduco Soares afirmava que o "vento democrático" que soprava desde a eleição de François Hollande seria "a favor do crescimento e contra a austeridade, contra o flagelo do desemprego"?

 

Pois já se começam a perceber os efeitos desse "vento democrático" que assola a França:

 

"França entrou oficialmente em recessão".

link do postPor João Sousa, às 14:31  comentar

22.6.13

Luis Carito, vice-presidente da Câmara de Portimão eleito pelo PS, é um de cinco arguidos num caso de corrupção, administração danosa, branqueamento, participação económica e associação criminosa.

 

O que me chamou a atenção para este caso não foi a ligação de mais alguns autarcas a casos de corrupção (como diria o homem omnipresente, "uma banalidade"), nem sequer a hipótese de alguns corruptos serem punidos (algo tão raro em Portugal que, estatisticamente, não vale a pena eu ter esperança nisso). Não: o que me maravihou foi o detalhe de Luis Carito, durante as buscas domiciliárias de que foi alvo, ter comido, cru e sem tempero, um documento que retirou das mãos (de manteiga) dos inspectores da PJ.

 

Há quem possa ver nisto uma tentativa de ocultar provas. Eu não vejo a coisa assim. Parece-me, sim, que isto é a evidência de inimputabilidade por transtornos mentais: é óbvio, por andar a comer documentos, que Luis Carito sofre de pica.

link do postPor João Sousa, às 09:38  comentar

21.6.13

Com tantos mafiosos que andam por aí, alguns até já mencionados neste blogue, foi o actor que fez de mafioso quem morreu...

Os Sopranos não foi apenas uma excelente série de crime - Os Sopranos marcou o início de uma nova época de ouro na ficção televisiva. Os canais de cabo permitiram a criação de conteúdos menos filtrados, com um ritmo de narrativa mais realista e personagens mais complexos; o DVD trouxe aos produtores um meio adicional de retorno financeiro. Em comparação com uma Hollywood em crise de criatividade, asfixiada pelo peso dos orçamentos, e que se limita hoje a gerir franchises e a refazer (mal) aquilo que fez (bem) no passado, a televisão é agora um oásis de talento e imaginação. E temos que agradecer muito a este mafioso que, como tanta gente, morava nos subúrbios e se metia de manhã no carro para ir trabalhar.

link do postPor João Sousa, às 11:50  comentar

19.6.13

Sérgio Azevedo, deputado do PSD, apresentou um relatório sobre as PPP em que as "opções" do governo Sócrates são arrasadas. Rui Paulo Figueiredo, o homem omnipresente, considera este relatório "uma banalidade confrangedora".


Confesso que não é frequente, mas desta vez estou do lado do deputado socialista. Infelizmente para (quase todos) nós, as notícias de irregularidades nas decisões socráticas já se tornaram demasiado banais.

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link do postPor João Sousa, às 09:14  comentar

18.6.13

O palerma Galamba escreve, no Diário Económico, um texto crítico (claro) com o título que pretende sarcástico "A culpa nunca é do FMI". É um título interessante - vindo de alguém a quem nunca ouvi dizer "a culpa foi do PS/Sócrates".

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link do postPor João Sousa, às 14:10  comentar

Sempre achei interessante: Nuno Crato é um professor, investigador, divulgador científico e tem obra publicada sobre Educação. No entanto, para os professores, é alguém que não sabe o que diz. Os professores preferem seguir cegamente, como se fosse o flautista de Hamelin, alguém que não dá uma aula há mais de 20 anos e de quem não conheço uma linha sobre pedagogia - mas muitas sobre "reivindicações".

link do postPor João Sousa, às 13:56  comentar

Quem ouça, veja ou leia blogues da esquerda, ou comentadores da esquerda, ou gente da esquerda, vê sempre o mesmo tipo de narrativa: que os professores são vítimas, que estão a defender as crianças, que o Ministério e Nuno Crato são teimosos e radicalizaram o discurso, etc, etc. Ferreira Fernandes, por exemplo, diz que Nuno Crato "escolheu" a altura dos exames para confrontar os professores.

 

Talvez fosse bom que não se deixasse um pormenor cair no esquecimento ou, pior, tornar-se mentira de tanto se dar a entender o oposto: foram OS PROFESSORES que marcaram greve para um dia em que estavam planeados exames - não o Ministério que marcou os exames para um dia de greve. Quem é que escolheu os exames para confrontar quem?

link do postPor João Sousa, às 13:36  comentar

17.6.13

João, Seguro é tão optimista, que sonha com uma Europa verdadeiramente socialista, em que todos os países têm uma taxa de desemprego inferior à média europeia...

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link do postPor António Pinto, às 12:17  comentar

16.6.13

"Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia".


O programa político de Seguro é este: se a Matemática descreve uma realidade da qual não se gosta - altere-se a Matemática.

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link do postPor João Sousa, às 10:01  comentar

 
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