A sério que sim
30.8.13

O Bloco de Esquerda quer limpar as ruas - do piropo. E que tal se fossem à merda?

link do postPor João Sousa, às 11:25  comentar

 

O aglomerado de juízes que se reúne, ora maior, ora menor, no Palácio Ratton, é o terror de quem paga impostos.

 

Mais um chumbo, desta feita a uma lei que visava a tão necessária racionalização de recursos humanos na Função Pública. Ao todo, com efeitos acumulados, trata-se de um chumbo que invalida uma poupança de 900 milhões de euros. De volta à cansativa narrativa da garantia da segurança no trabalho, apetece perguntar: e o tão famoso princípio da igualdade, já invocado por estas mesmas cabeças?

 

Quanto ao outro ponto, relativo ao princípio de protecção de confiança, Sousa Ribeiro afirmou que "quando em 2008 se estabeleceu o regime do contrato de trabalho, havia uma norma de salvaguarda quanto à cessação do contrato de trabalho. Entendeu-se que estava criada uma acção positiva do Estado num ambiente normativo em que as preocupações de racionalização  de efectivos já se fazia sentir, o Estado entendeu dar essa garantia. Gerou-se uma confiança reforçada dos trabalhadores (...)

Então e os funcionários públicos que entraram para os quadros antes de 2008? Talvez para esses possamos invocar, agora sim, o princípio da igualdade! Ser juíz do Tribunal Constitucional não é, afinal, assim tão difícil.

link do postPor António Pinto, às 09:53  comentar

28.8.13

 

Acerca da morte de António Borges, Baptista-Bastos escreve isto.

 

Com a alegria mal dissimulada na ponta da pena, o escrevinhador fala de direitos culturais e sociais, de democracia e de preservação de diversidades, entre outros conceitos. O que nunca refere em lado algum, como bom homem de esquerda, é o que se faz quando o dinheiro para preservar os direitos acaba, o que se faz quando os intérpretes da nossa democracia (que Baptista-Bastos tanto preza) nos trazem até ao fundo do precipício e como agir quando a preservação de diversidades resulta em conflito social latente, prejudicial para todos.

 

Ilustra António Borges como uma espécie de Satanás, avesso à felicidade do povo e partidário de um regime de escravatura, combatido pelos ideais que a esquerda gosta de pensar serem os seus.

 

Normalmente não leio Baptista-Bastos, normalmente evito Baptista-Bastos. Abri uma excepção, ao ver o título da sua peça, para perceber quão baixo podia ser. Algures no meio da estafada retórica da luta de classes e do combate ao capitalismo, o colunista deixou passar em claro a vida que se perde, a família enlutada e todos aqueles que vivem tempos mais tristes pelo desaparecimento de alguém que estimavam. Esqueceu-se que antes do político, do assessor ou do economista, morreu o homem. Bizarro, este esquecimento, por parte de quem tem prontas a debitar palavras como "compaixão" ou "bondade".

 

Depois de todos os adjectivos que se lêem nas entrelinhas do texto para classificar António Borges, eu deixo um para Baptista-Bastos: hipócrita!

link do postPor António Pinto, às 10:41  comentar

27.8.13

 

Parece que a lei da mobilidade da Função Pública, entregue às infalíveis mãos do Tribunal Constitucional, vai ser avaliada por apenas 7 juízes. Isto porquê? Porque no período de férias judiciais, que se prolonga até ao dia 14 de Setembro, apenas é exigida a presença de 7 dos 13 juízes. Sabemos, também, que o excelso Tribunal não quer que saibamos quem são.

 

O que torna tudo isto caricato? A decisão face à constitucionalidade ou não do diploma poderá vir a ser tomada por uma maioria de apenas 4 juízes.

 

Mais um exemplo da paixão que estes cavalheiros nutrem pelos princípios da igualdade e da transparência.

link do postPor António Pinto, às 15:38  comentar

26.8.13

Primeiro, a nossa Esquerda Caceteira disse matem-no e esfolem-no porque a Presidência da República teria apresentado condolências pela morte de António Borges - e não pelos três bombeiros mortos em serviço. Depois, quando se viram desmentidos pelos factos e se soube que a Presidência da República apresentara, no recato da privacidade, condolências às famílias dos bombeiros, a Esquerda Caceteira disse matem-no e esfolem-no porque seriam condolências de segunda, por comparação com as de primeira apresentadas a propósito de Borges.

 

Alguém duvida de que, caso a Presidência da República tivesse apresentado condolências publiquíssimas pela morte dos bombeiros, esta mesma Esquerda Caceteira diria matem-no e esfolem-no, pois Cavaco Silva estaria a aproveitar-se da tragédia que caíra sobre as famílias dos bombeiros para proceder a uma operação de charme?

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link do postPor João Sousa, às 18:11  ver comentários (1) comentar

Nesta linda cidade:

 

 

Que anda neste estado:

 

 

 

 

A Câmara Municipal de Lisboa anda preocupada com os cães sem trela.

 

 

Tendo mandado afixar dezenas destas placas nos parques e jardins da cidade. António Costa é um visionário!

link do postPor António Pinto, às 12:28  ver comentários (1) comentar

 

Morreu António Borges. Homem de competência acima das rasteirices politiqueiras portuguesas e de convicções fortes, populares ou não. 

 

Nas caixas de comentários de notícias e blogs lêem-se as mais bárbaras ignomínias. Há quem ofenda a memória do homem, há quem festeje a sua morte. Felizmente, os comentários dizem mais acerca de quem os escreve do que do falecido.

link do postPor António Pinto, às 12:16  comentar

12.8.13

Fernando Seara vai-se candidatar à Câmara de Lisboa; Fernando Seara não se pode candidatar à Câmara de Lisboa; afinal, Fernando Seara sempre se pode candidatar à Câmara de Lisboa...

 

Nisto tudo, o que mais me surpreende não é o imbróglio causado por (mais) uma lei mal elaborada pela nossa deputação. Nem sequer é o prazer assumido com que os juízes se vão tornando cada vez mais parte activa do jogo político.

 

Não: aquilo que mais me surpreende é que depois de reinado e meio de António Costa, os candidatos conhecidos consigam a proeza de não só garantirem a manutenção da nulidade que tem sido a sua gestão camarária, como também que reforce a sua votação!

 

Quais as marcas (cicatrizes será uma palavra mais correcta) do edil Costa em Lisboa? Vejamos: há locais em que o lixo transborda dos contentores como se estes fossem perversas cornucópias. Noutros, manchas de urina decoram as paredes e o seu cheiro acidifica o ar. A cidade é um contínuo estaleiro, e os passeios e ruas cobrem-se de areia e pó, ou lama quando cai um chuvisco, ou lagos quando chove pouco mais do que um chuvisco - pois mais depressa se conseguirá a fusão fria do que, em Lisboa, se resolverá o problema do escoamento da água. A zona dos Anjos tornou-se um prostíbulo a céu aberto. Num claro desrespeito pelo lisboeta ou simples frequentador, passeios vêem-se encolhidos para albergar ciclovias que estão às moscas. Gastou-se mais de meio milhão de euros em experiências de trânsito na Rotunda do Marquês, mas não há uns míseros milhares para recuperar o quiosque da Estrela, que vai entretanto apodrecendo e será - eventualmente - recuperado "o que for possível" (expressão notável).

 

Observe-se a Rua do Ouro.

 

Aproxima-se a campanha eleitoral, e é preciso mostrar alguma obra? Esventre-se, a semanas das eleições, a Rua do Ouro! A obra foi mal planeada, provocando curto-circuitos na cablagem da Carris, e a segurança foi negligenciada, criando dificuldades a uma eventual actuação dos bombeiros? Coincide com o pico do turismo? As lojas vêem-se privadas de dois meses altos de facturação? Os restaurantes lutam com a poeira que lhes entra pela porta, e o ruído que faz vibrar as vitrinas? O visitante, esperando a cidade cuja beleza é elogiada na imprensa internacional, depara-se com o Rossio invadido por vendedores de haxe e uma das ruas comerciais monopolizada pelas máquinas, em que se tem de espremer entre os prédios e as redes das obras? O turista, em vez de ser banhado pela famosa luz de Lisboa, vê o seu reflexo nas pás das escavadoras?

Aos actuais ocupas da Câmara, nada disto interessa. O que interessa é fazer o eleitor esquecer, ele que já tem por génese tão fraca memória, anos de imobilismo quando se devia ter agido, e medidas folclóricas quando seria preferível a inércia. Mostre-se obra ao povo!

 

A câmara de Lisboa, para o alcaide António Costa, não passa, nunca passou e nunca passará de um local de pousio onde aguarda o tempo oportuno para outras aventuras eleitorais (aprendeu com Jorge Sampaio). A sua actuação tem-se pautado por um claro desinteresse, na melhor das hipóteses, e pela mais danosa negligência na pior.

 

Fosse isto um país decente, e o eleitorado uma classe informada e exigente, os Costas, Salgados e Zés não seriam premiados nas urnas pelos seus actos - mas sim sentados nos tribunais.

link do postPor João Sousa, às 19:30  comentar

9.8.13

Uma das coisas que me entedia nas militâncias folclóricas, e em particular nas associadas ao que se convencionou chamar "estilos de vida", é o ar de superioridade moral que exibem. O problema disto é que as ilusões de superioridade moral servem amiúde como justificação para se isentarem do cumprimento das regras comuns - porque se julgam, afinal, num patamar superior da ética. A coisa piora ainda mais quando existe uma classe política pronta a apoiar certas bandeiras a troco do voto destas franjas - e poucos, assim, acabam por perturbar muitos, até porque a sociedade se resignou, a bem do politicamente correcto, a não reagir perante os comportamentos destas minorias folclóricas.


Veja-se o caso dos "ciclistas urbanos". Arrogam-se como solução para o trânsito, para a poluição, até para a saúde pública - e é vê-los, alegremente, a passar semáforos vermelhos, a andar pelos passeios a alta velocidade, a desrespeitar passadeiras (no entanto, ai de um peão que esteja sobre uma das ciclovias quando os cavalheiros pilotam as suas máquinas). Mas são "cool", fazem umas fotografias "radicais", acham-se de Esquerda por se acharem "transgressores" do status-quo. Perante esta gente, logo apareceu um idiota como o Zé-que-nunca-fez-falta a cobrir os passeios de ciclovias praticamente às moscas, e um António Costa que afirma querer substituir os carros por bicicletas - como se tal, pela meteorologia e pela geografia da cidade, fosse uma coisa possível. Quanto mais vêem esta aparente legitimação da sua filosofia pessoal, mais aumenta o fanatismo do pessoal das bicicletas.


Cenário: passadeira no Cais do Sodré, 13h, 6 de Agosto. A passadeira está lá: há um sinal de trânsito a indicar a presença da passadeira; as regras de trânsito estipulam que os peões têm prioridade nas passadeiras; as bicicletas, os seus utentes parecem esquecê-lo, são veículos; sendo veículos, os seus condutores têm obrigação de andar nas faixas de rodagem e seguir as regras do código; os ciclistas, quando montados nas suas bicicletas, são obrigados a respeitar a prioridade dos peões nas passadeiras.


Pois naquele fatídico 6 de Agosto, enquanto várias pessoas já se encontravam sobre a passadeira, um pequeno mamífero, montado na sua bicla, atravessou-a sem sequer abrandar, forçando duas senhoras a saltarem para não serem abalroadas e vários outros peões a imobilizarem-se para que Sua Alteza Bicicleteira seguisse o seu caminho, talvez na direcção de futuros canoros.


Eu próprio estava ainda razoavelmente longe da passadeira em questão. Tenho pena, pois gostaria de ter demonstrado ao ciclista o que pensava da sua conduta.

 

O autor destas linhas, de camisola vermelha, chamando pedagogicamente
à razão um ciclista que desrespeita as regras de trânsito. 

 

E, no entanto, isto teria uma solução fácil. Bastaria que os Zés e os Costas tivessem a coragem de estipular que, se os ciclistas têm direitos acrescidos em Lisboa (pistas suaves exclusivas, subtraídas aos passeios e aos jardins, para darem às perninhas), também lhes seriam exigidos deveres: respeito pelo código da estrada, com coimas em caso contrário, e exigência de uma licença de condução - como é necessário para conduzir qualquer outro tipo de veículo.

link do postPor João Sousa, às 09:44  ver comentários (1) comentar

 
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