A sério que sim
31.10.13

Recordo-me de ler, há uns anos, uma entrevista ao (então já) jurássico Soares em que este confidenciava gostar dos comentários de Economia de Peres Metelo na TVI, com os quais até já teria aprendido muita coisa sobre o tema. Na altura, não me surpreendeu: António Peres Metelo era uma espécie de porta-voz-oficioso da teoria socrática. Na prática, Peres Metelo não deixava o seu pensamento económico embaraçar-se com pormenores como - Economia. Pelo que percebi hoje, no pensamento económico de Peres Metelo também não há espaço - para Matemática Básica. E Economia sem Economia e Matemática, para o velho Soares, é aquilo que a Economia deve ser.

 

A que propósito fui eu buscar António Peres Metelo, personagem que evito como uma doença?

 

Acontece que estava eu a fazer zapping pelos canais, deparei-me com ele a comentar na TVI24. Não ouvi mais do que um par de minutos, mas bastou esse tempo para assistir a um espantoso momento de televisão: António Peres Metelo, licenciado em Economia e comentador de assuntos económicos na televisão e imprensa escrita e falada, afirmou em directo e a cores que "a entrada de dois novos funcionários por cada três que se reformam é um erro". Claro que é um erro, como qualquer coisa que sai deste Governo direitolas. A razão meteliana? Porque, como o número de jovens que entra não é suficiente para compensar o número de reformados que sai, isto vai causar o envelhecimento da Função Pública!

 

Como disse? Mas o gajo é totó?

 

Eu já tentei, mas não consigo. O meu cérebro não tem a plasticidade do do Grande Metelo para, qual Neo em Matrix, vergar a Matemática às minhas necessidades.

 

Ora só para que não se diga que eu deixo o pobre senhor entregue à sua confusão, aqui vai uma demonstração empírica com um exemplo extremo:

 

100.000 funcionários com 50 anos = média de 50 anos.

 

Saem 3, ficam 99.997 funcionários com 50 anos.

 

Entram 2 funcionários com 25 anos.

 

99.997 func. com 50 anos + 2 func. com 25 anos = média de 49,9995 anos.

 

Eu estava cá na minha que bastava pensar assim: saem velhos, entram novos, o total rejuvesnece. Mas não! Não para o grande economista Peres Metelo, em cujo mundo 1 pode ser igual a 2 e, portanto, 0 pode ser infinito.

link do postPor João Sousa, às 07:32  comentar

28.10.13

Há uns tempos, expus a minha convicção numa aproximação de Daniel Oliveira ao PS. Isto parece-me uma evidência desse caminho: Daniel Oliveira assume-se, hoje em dia, como um dos mais visíveis actores do Processo Reabilitacionário [de Sócrates] Em Curso.

link do postPor João Sousa, às 09:24  comentar

24.10.13

O problema de Isabel Moreira não é ser louca ou ser troglodita - é ser louca E ser troglodita.

 

Isto é toda uma forma de ser do homos socraticus.  Não fosse ser filha do senhor de quem é, Isabel Moreira estaria a dizer as mesmíssimas coisas, com exactamente o mesmo léxico e no mesmo tom - na banca da praça, com um avental à cinta.

link do postPor João Sousa, às 09:45  comentar

António José Seguro já vem dizendo que Portugal não pode voltar à despesa de há dez, vinte ou trinta anos. Vamos passar por cima do detalhe de muito do mal ter sido causado pela despesa de há quatro, seis ou oito anos. A questão é que Seguro, agora, hoje, já quer um "acordo alargado" sobre a despesa. Amanhã, logo se verá.

 

Isto, vindo de quem vem, só pode ser para rir. Tendo Seguro, na prática, sabotado a hipótese de acordo alargado sobre a reforma do Estado que Cavaco Silva propôs, e tendo Seguro radicalizado cada vez mais o seu discurso, vir agora fazer cara de santo e propôr "acordos alargados definindo limites para a despesa primária" é de uma hipocrisia digna do seu partido. Que se seguirá, Seguro propor que o défice e a dívida tenham limites impostos na Constituição?

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link do postPor João Sousa, às 09:27  comentar

20.10.13

 

Talvez alguém devesse recordar a José Sócrates, por exemplo, a forma cobarde como, na noite das autárquicas de 2005, deixou Manuel Maria Carrilho sozinho na derrota. Mas certamente esse alguém não seria Clara Ferreira Alves.

link do postPor João Sousa, às 21:09  comentar

"Nem sabia que existiam vidas assim, vidas tão boas. Nunca tinha tido uma vida dessas."


Este notável cavalheiro, depois de ter deixado um país na penúria e ter o seu nome associado a múltiplos casos cinzentos, teria feito bem melhor em seguir a sua vidinha de forma razoavelmente discreta. Mas não! Sócrates, vaidoso patológico e como qualquer provinciano que se apanha com dinheiro e/ou poder, exibe-se numa ostentação decadente. Sócrates acha a sua vida em Paris "tão boa" e "não sabia que existiam vidas assim", ele que fazia safaris no Quénia enquanto o país ardia e férias em Menorca, caía nas neves da Suíçadescansava uns dias no Pine Cliffs Resort e, last but not least, comprava os seus fatinhos na Bijan.

link do postPor João Sousa, às 18:38  comentar

"Ele (Lula da Silva) foi a Sciences Po receber o título honoris causa quando comecei a estudar lá, por coincidência. Chegou a Lisboa e quis falar comigo e ninguém lhe dava o meu número de telefone, já eu estava em Paris. Ele fez uma fita, quero falar com o Sócrates! Não tinha o telefone de Paris. Quando chegámos à fala, disse-lhe que íamos estar juntos, depois jantámos na Embaixada do Brasil, antes da sessão. Um jantar divertidíssimo, até às duas da manhã. No dia seguinte, estavam lá os catedráticos todos, no doutoramento, e o Lula disse-lhes que eles tinham ali aquele gajo como étudiant - eu fui e ainda sou estudante de Sciences Po - e pediu-me para lhes mostrar o meu cartão de aluno. Mostra, Sócrates! Mostra!"


Mostra o cartão, Sócrates! Mostra!


Tudo isto é pobrezinho, foleiro, labrego, dedinho espetado a segurar a bica. Nada mais é do que o deslumbramento de um bando de parolos quando vê os neons da cidade. É o pato-bravo que, de fato de treino, atravessa a rua para beber a bica - mas leva no dedo, à laia de aliança, o porta-chaves do Mercedes. É a dona Vitalina que exibe às amigas da aldeia o filho, caloiro da faculdade, vestido com a batina e exulta que o menino "está a estudar para doutor".

link do postPor João Sousa, às 18:03  comentar

"Sempre me filiei nas correntes do consequencialismo e do utilitarismo, o utilitarismo de Bentham e de Stuart Mill"José Sócrates in Expresso (via Provas de Contacto)

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link do postPor João Sousa, às 13:26  comentar

18.10.13

Aos bochechos, como se fossem teasers de um qualquer blockbuster de Hollywood, vão saindo fragmentos da entrevista que Sócrates deu a Clara Ferreira Alves (quem mais?). Sócrates diz, com a inocência das crianças, que nacionalizou o BPN porque "não sabia o que aquilo era". Pelos vistos, não sabia ele; não sabia Teixeira dos Santos, ministro do sector; não sabia o inepto Constâncio, governador (pago imperialmente) que, com um encolher de ombros, afirmava não fazer a mais pequena ideia do que se passava no sector que devia supervisionar; nem o sabiam as centenas de funcionários do Banco de Portugal, pagos regiamente, mas cuja utilidade ninguém me conseguiu nunca explicar.

Portanto, Sócrates e este bando estão ilibados. Se "não sabiam o que aquilo era", porquê esperar que fossem à descoberta?

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link do postPor João Sousa, às 15:02  ver comentários (1) comentar

Emídio Rangel (por acaso, um dos mais histéricos socratetes) gabava-se de poder "vender" um presidente como quem vende um sabonete. Balsemão, pelos vistos, quer vender - não um sabonete, mas uma nódoa.

link do postPor João Sousa, às 14:56  comentar

 
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