A sério que sim
27.11.13

 

Depois de tudo o que tem acontecido, a última coisa que os portugueses merecem é conviver com a invasão mediática, na mesma semana, de sombrias personagens como Otelo, Vasco Lourenço e Mário Soares debitando os seus disparates.

 

Levados, quiçá, pelo dissipar da virilidade própria de outras idades, falam de violência, murros e tiros como quem navega na sua própria realidade. As suas afirmações são, no entanto, para levar mais a sério. Seria, concordo com o João, benevolente justificar estes apelos primitivos com o irremediável declínio mental que se apodera destas personalidades.

 

Estão, porém, desfasados da realidade. Não vivem já no país tumultuoso que um dia conheceram e tudo lhes permitiu. São olhados com complacência, da mesma forma que se encaram dois velhos aldeões disputando, à bengalada, um qualquer metro de terra.

link do postPor António Pinto, às 15:47  comentar

26.11.13

Agora que o Tribunal Constitucional "virou o bico ao prego", lá se vai a legitimidade pela janela fora.

 

"CGTP diz que cabe a trabalhadores lutar pela redução do horário de trabalho"

 

"PCP vai propor no parlamento reposição das 35 horas semanais na Função Pública"


Ao validar o regime das 40 horas de trabalho para a Função Pública, o TC não foi ambicioso. Ao invés, deveria ter proposto o seu alargamento para 44, como em Cuba, ou o início do dia de trabalho com reuniões políticas de uma hora e o seu encerramento com sessões de auto-crítica, como sucede na Coreia do Norte, esses bastiões da democracia de esquerda.

link do postPor António Pinto, às 09:47  comentar

23.11.13

Quando Pedro Adão e Silva vai à televisão, do outro lado da mesa está Pedro Marques Lopes. Quando Pedro Marques Lopes vai à rádio, Pedro Adão e Silva está no outro microfone.

 

Pedro Marques Lopes e Pedro Adão e Silva passam mais tempo juntos do que muitos casais...

link do postPor João Sousa, às 23:15  comentar

22.11.13

O velho Soares começou o seu monólogo semanal no DN com um elogio a Ramalho Eanes. Pessoalmente, acho que o simples facto de Soares elogiar Eanes é um atentado à Honra deste.

 

Em dado passo, o geronte Soares afirma:

 

"Tivemos divergências depois da reeleição do presidente [Eanes] em quem aliás votei."

 

Almas caridosas podem dizer que isto é o cansaço de uma mente jurássica, mas eu digo que não. A senilidade, pelo seu carácter imprevisível, tende a ser aleatória. Este episódio de reinvenção do passado não foi casual mas sim objectivo.

 

O triássico Soares afirma que votou na reeleição de Eanes. Terá sido para melhor votar em Eanes que Soares, então secretário-geral do PS, recusou apoiar a sua recandidatura? Terá sido por votar em Eanes que Soares iniciou o processo de ruptura com Francisco Salgado Zenha que acabou na sua saída do partido?

link do postPor João Sousa, às 10:18  comentar

20.11.13

Este velho pulha, que dedicou anos do seu segundo mandato à mais abjecta guerrilha política contra o governo de então para abrir o caminho do Poder ao seu PS, tem a absoluta falta de vergonha de fazer acusações a Cavaco Silva. E Ana Sá Lopes, que desta vez consegue-se refrear de dizer "o senhor doutor", parece ter como única função no jornal I - transmitir as flatulências verbais do verme Soares. Ana Sá Lopes, negando o título do jornalista, é toda ouvidos - mas desprovida de boca, olhos ou cérebro.

link do postPor João Sousa, às 10:48  comentar

17.11.13

José Rodrigues dos Santos disse em entrevista recente que:

 

"Ler um romance meu é como estar a ver uma grande produção de Hollywood."

 

O rapaz não deixa de ter bastante razão. Tanto o livro de Rodrigues dos Santos como o blockbuster hollywoodesco fazem-se anunciar por maciças campanhas publicitárias; depois revelam-se longos, cansativos, barulhentos, histéricos, pouco credíveis; no fim, deixam ambos a sensação de tempo e dinheiro desperdiçados.

link do postPor João Sousa, às 18:17  comentar

16.11.13

Na passada quinta-feira, uma homenagem a Manuel Tito de Morais juntou na mesma sala Mário Soares, Manuel Alegre e Almeida Santos - e o habitual rebanho de jornalistas que segue tais pastores. Manuel Alegre afirmou:

 

"(...) sabemos que nos últimos tempos têm havido casos, alguns deles ainda impunes, que são um verdadeiro escândalo [de] gente que esteve no Governo e se governou."

 

"Estou a pensar nas mesmas pessoas em que vocês estão a pensar", respondeu o frontal e corajoso Alegre quando questionado pelos jornalistas sobre a quem se referia. O que não deixa de ter a sua piada, pois quando eu penso em gente que usou o Poder (ou a sua proximidade) para "se governar", há três nomes que imediatamente me vêm à memória: Mário Soares, Almeida Santos - e, em menor escala, Manuel Alegre.

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link do postPor João Sousa, às 21:44  comentar

Na sua edição de Novembro, a Ler, dirigida pelo ex-Secretário de Estado da Cultura deste perigoso governo neo-liberal, publicou uma entrevista de oito páginas a Maria Teresa Horta - e com honras de capa.

 

Deixem-me refrasear: neste país governado pela Direita Radical, uma revista privada e independente, dirigida por um ex-governante, deu oito páginas de exposição (e fotografia de capa) a uma escritora politicamente nos antípodas do Poder vigente, e que exibiu o despeito por este de forma bem pública e publicitada.

 

Agora, façamos um exercício...

 

Fosse este país sob um regime tão do agrado de Maria Teresa Horta, não existiria uma revista privada, muito menos independente, para promover o trabalho de qualquer um; um opositor ao Poder não teria a liberdade de fazer o número que Maria Teresa Horta fez; e as oito páginas que Maria Teresa Horta teria sobre si seriam as da transcrição do seu (sumaríssimo) julgamento, após o qual iria em viagem para um campo de reeducação.

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link do postPor João Sousa, às 21:09  comentar

14.11.13

Será que a SIC, para comentar o fim do longo período de recessão, não conseguiu encontrar um jornalista mais credível do que Nicolau Santos?

 

Será que o PS, para [des]comentar o fim do longo período de recessão, não conseguiu encontrar alguém com menos rasto do que Rui Paulo Figueiredo?

link do postPor João Sousa, às 14:03  comentar

 
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