A sério que sim
30.9.15

Anders Breivik, a jóia de moço norueguês que matou 77 pessoas, ameaça fazer greve de fome até morrer. Ainda estou à espera que alguém me diga onde está a desvantagem...

link do postPor João Sousa, às 21:28  comentar

29.9.15

A própria notícia o diz: "Assim, a empresa adiou o impacto para exercícios futuros,(...)". Mas o que interessa é dizer no título que o governo "escondeu prejuízos", até para não percebermos que se estava a falar de previsões. E também para não reparamos que 150 milhões de euros pouco mais são do que um erro de aproximação no valor total do défice que tanta preocupação, segundo a notícia, estava a causar. Défice que, já agora, ficou abaixo do necessário em bem mais do que estes 150 milhões de euros.

 

Se eu gosto de espertezas em contas, mesmo em se tratando de cagagésimos? Não, porque me faz lembrar demasiado os malabarismos negociais das PPPs socráticas. Se eu gosto que este problema tenha sido criado pela ideia militante do governo de Sócrates de nacionalizar o BPN, quiçá como resultado de alguns pequenos-almoços com figuras gradas? Ainda menos.

 

Se eu gosto de esta notícia ter estado a ser cozinhada algures em banho-maria, até uma "fonte" ter achado que era boa altura para a tornar pública? Nadinha mesmo. Eu já antes comentei sobre os timings da espera, por isso não me vou repetir.

link do postPor João Sousa, às 11:07  comentar

23.9.15

Pedro Nuno Santos, o tal da imagética rica e que queria deixar os credores com as pernas a tremer, vem dizer que a revisão em alta do défice do ano passado, consequência do registo da injecção de capital no Fundo de Resolução do Novo Banco, será uma "herança pesada" (ele que acha, portanto, que o défice de 11% deixado por Sócrates foi uma mera brisa em tarde de Verão).

 

Façamos de conta que acreditamos em Pedro Nuno Santos. Façamos de conta que não sabemos que o dinheiro que foi contabilizado no défice de 2014 é um empréstimo. Façamos de conta que não sabemos que, se o PS for governo e esse dinheiro regressar com juros, o PS irá dizer, tal como disse em Lisboa sobre os milhões de dívida camarária assumidos pelo Estado, serem as suas mágicas capacidades financeiras.

link do postPor João Sousa, às 19:53  comentar

Costa promete acabar com prova de acesso à carreira docente. Sugere que irá acabar com o exame de inglês no Ensino Básico. Afirma que irá evitar "descontinuidade no sistema educativo" - até tremo só de pensar nos possíveis significados para esta talhada de coisa nenhuma. Proponho que Costa prometa acabar com os exames de entrada na faculdade. E já agora, porque não acabar também com os exames - teórico e prático - da carta de condução?

 

Na Finlândia, o governo presenteia todas as mulheres grávidas com uma caixa de cartão que inclui roupas, lençóis e brinquedos. António Costa que prometa incluir também uma carta de condução e um diploma universitário com o nome do curso em branco - para o rebento poder depois escolher o que será conforme a sua vocação.

link do postPor João Sousa, às 19:29  comentar

Nicolau "ouçam Artur Baptista da Silva" Santos perpetrou um texto à volta da palavra confiança. Afirma ser surpreendente que a coligação tenha conseguido centrar o debate nas propostas do PS, e imagino que lamenta isto estar a dar dividendos. Ele parece perplexo:

Não há pobreza, não há desigualdades sociais, não há cortes nos salários e pensões, não há promessas que tenham ficado sucessivamente por cumprir, não há 485 mil portugueses que tenham sido obrigados a emigrar entre 2011 e 2014, segundo dados ontem divulgados pelo INE, não há problemas no Serviço Nacional de Saúde, nem na Justiça, nem na Educação. Nada. O grande problema do país é o programa do PS.

Depreendo que, para Nicolau Santos, não houve um país falido em 2011, não houve um resgate financeiro em 2011, não havia milhares de milhões em dívida camuflada em 2011. Nada. Nicolau assume que Passos Coelho fez os cortes que fez, e tomou as decisões que tomou, porque gosta que as pessoas andem a cuspir-lhe na efígie ou a espetar alfinetes em bonecos-vudu enquanto pensam nele.

 

Sim, Nicolau Santos, o grande problema do país é o programa do PS. Porque neste programa está escarrapachado um regresso ao passado recente, a um modelo económico que não funciona, de todo, num país pequeno e com recursos limitados como é o nosso. O programa Centeno nem sequer assenta na estratégia "leve agora e pague depois" - é mais do género "leve agora e depois logo se vê".

link do postPor João Sousa, às 19:21  comentar

O António, no texto anterior, menciona a unanimidade das sondagens ao indicarem uma vantagem da coligação. Eu, pessimista, mantenho-me cauteloso. Primeiro, penso que as sondagens não têm grandes amostras (500 ou 1000 entrevistas) e as metodologias são limitadoras (apenas telefone fixo, por exemplo). Mas o mais importante é isto: a coligação estar à frente do PS implicaria que o eleitorado teria bom-senso - e, francamente, acho mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que o bom-senso entrar na cabeça do povo português.

link do postPor João Sousa, às 18:40  comentar

22.9.15

As sondagens valem o que valem, mas valem alguma coisa. De forma unânime, vão dando empate técnico com ligeira vantagem para a coligação. As que desafinam, dão uma vitória clara da coligação. É engraçado ouvir os comentadeiros especialistas afirmando que não se pode dizer que a coligação siga na frente, pois a sua vantagem (mesmo quando ronda os 6/7%) está enquadrado no intervalo de erro da sondagem. Não deixa de ser verdade. O que também é verdade e legítimo é que se aplicarmos essa margem de erro em sentido inverso a vantagem é de 14%...

 

A única certeza que há, para já, é que António Costa vai perder as eleições. Mesmo que ganhe! E é preciso ser um político fantástico para conseguir perder as eleições, mesmo quando as ganha. Até para Costa, habituado a dizer uma coisa e o seu contrário e a deambular entre a ala mais moderada e a mais radical do PS de acordo com os ventos da conveniência, esta é uma façanha digna de registo. Perante um Governo obrigado a aplicar medidas austeritárias faraónicas e que cortou tudo o que havia para cortar, até um banco de cozinha do IKEA ganharia facilmente as eleições, com uma margem confortável. Mas o PS não elegeu como líder um banco de cozinha do IKEA. Lamentavelmente, elegeu Costa...

 

O PS convenceu-se, há cerca de dois anos, que seriam favas contadas. António Costa dedicou-se mais à purga interna e às execuções em praça pública do que a explicar aos portugueses porque poderia ser uma alternativa válida. Não o fez também porque não o é. Hoje, as pessoas veêm-se na contingência de votar na coligação. Ou de ir à praia. Ou de ficar a ver a bola. Se dúvidas houvesse, Costa tratou de as esclarecer, quando decidiu ameaçar o eleitorado...

link do postPor António Pinto, às 16:14  comentar

21.9.15

Sobre o resultado das eleições na Grécia, só me ocorre dizer isto: o novo primeiro-ministro grego recebe uma pesadíssima herança deixada pelo cessante primeiro-ministro grego.

link do postPor João Sousa, às 23:23  comentar

19.9.15

A Visão enuncia o que tramou Miguel Macedo na Operação Labirinto. Pois eu afirmo: em última análise, o que tramou Miguel Macedo foi o não ser um ministro socialista e não estarmos num governo socialista.

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link do postPor João Sousa, às 14:06  comentar

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António Costa diz que não chegou à política vindo de "empresas obscuras". Tem razão. António Costa chegou à política vindo do berço. Inscreveu-se no PS aos 14 anos, com uma carreira política desde sempre acompanhada de perto por Guterres. Esteve com Constâncio quando este liderava o PS. Esteve com Sampaio quando este liderava o PS, tendo chegado a estagiar no seu escritório de advocacia. Reaproximou-se de Guterres quando lhe pressentiu a chegada ao poder. Aproximou-se de Sócrates quando lhe pressentiu a chegada ao poder. Não se aproximou de Seguro porque este nunca teve sequer uma miragem de poder. António Costa tem um talento inegável: como um catavento, percebe para onde se deve orientar e a sua carreira é um longo rol de aproximações por conveniência, manobras de bastidores e facadas nas costas.

link do postPor João Sousa, às 11:28  comentar

 
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