A sério que sim
27.10.15

O que é feito de si, "lesados do BES"? Nunca mais o ouvi, ou as suas vuvuzelas, ou as suas palavras de ordem. O que se passou? Fosse eu mal-intencionado e diria que se passou - as eleições. Ou que se passou - o bom tempo.

link do postPor João Sousa, às 20:30  comentar

26.10.15

O velho Soares dizia: se não há dinheiro, fabrique-se moeda - e já passa a haver dinheiro. Esta nova-velha esquerda diz: se a nossa loucura não se encaixa nos limites que temos para o défice - alterem-se os limites para o défice que permitam encaixar a nossa loucura.

link do postPor João Sousa, às 21:21  comentar

25.10.15

Algo que aprendi nas entrevistas-relâmpago após o Benfica-Sporting: Samaris, após um ano (pelo menos foi o que li no Google) a treinar em Portugal, fala muito melhor português do que Jorge Jesus fala, falou ou alguma vez falará.

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link do postPor João Sousa, às 21:31  ver comentários (1) comentar

24.10.15

Sócrates diz que "quando se prende 11 meses sem acusação, Estado perde autoridade moral". Ora convém Sócrates recordar-se de que as leis que regulam as prisões preventivas foram criadas - no seu governo. O que, até certo ponto, acaba por ser um argumento circular - pois o governo socrático não teve qualquer autoridade moral.

link do postPor João Sousa, às 22:05  comentar

O Público publica hoje que o PS promete "muralha de aço" erguida até segunda-feira. O partido que equivalia o putativo acordo a alcançar com o PCP a "deitar abaixo o resto do muro de Berlim" quer agora, com o mesmo partido, erguer uma muralha de aço - talvez todos saudosos da pretérita cortina de ferro.

link do postPor João Sousa, às 13:06  comentar

23.10.15

O agora presidente da Assembleia da República em antiga conversa telefónica com o agora pretendente a primeiro-ministro:

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link do postPor João Sousa, às 20:08  comentar

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A extrema-esquerda está finalmente a mostrar de que massa é feita. Movida não pelo desejo de dar um contributo construtivo num momento particularmente sensível da nossa história política, mas antes pela sede de vingança, sem olhar a meios, que sempre alimentou, mal disfarçada, nos seus obscuros corredores. É a mais pura anti-política.

 

Qualquer força extremista, totalmente descompassada face aos preceitos democráticos que nos guiam e orientada unicamente pelo impulso destruidor de se definir contra algo e nada mais deveria ser ilegalizada. É verdade para o nazismo e outros movimentos radicais e xenófobos, também o deveria ser para a extrema-esquerda, responsável, por esse Mundo fora, por algumas das maiores atrocidades que a humanidade conheceu. Uma força política que não recrimina de forma inequívoca e veemente o regime comunista soviético ou a selvajaria de Pyongyang não deveria existir. Simplesmente. Assumo esta opinião sem qualquer reserva.

 

Há quem goste de pensar que Portugal é um país de "esquerda". Acontece que Portugal é um país de burgueses, pseudo-burgueses e proto-burgueses. Quando juntamos estes dois ingredientes, a mistura fétida que resulta é um estilo de esquerda caviar, intimamente hipócrita. Cavaco salvar-nos-á de um governo de esquerda (ou, pelo menos, nisso quero acreditar), e é só por esse motivo que Portugal continuará a ser um país de esquerda. Nenhum país, em nenhum continente, que tenha sofrido os horrores da governação comunista é de esquerda, pelo menos de forma voluntária. O mesmo se passaria em Portugal. Perante o caos, esta pequena turba burguesa voltar-se-ia rapidamente para a direita, como já fez no passado, por bem menos.

 

PCP e Bloco, que há menos de um mês, e com uma agenda muito própria, vilipendiavam o anafado golpista Costa, são os mesmos que agora se propõem a viabilizar um governo seu. A vontade de canibalizar o PS é indisfarçável. Não simpatizo com o PS mas tenho, contrariado, de lhe reconhecer o peso que tem no centro-esquerda democrático. Está esse peso sob fogo cerrado. PCP e Bloco, mais separados do que juntos, soltaram amarras e procuram capitalizar este momento. Ao aceitar, de forma maliciosa ou ingénua, negociar com esta trupe de circo, Costa torna o voto no PS completamente inútil e, pior do que isso, perigoso. Será este o seu legado.

link do postPor António Pinto, às 17:37  comentar

 
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