A sério que sim
28.12.15

Marcelo Rebelo de Sousa acha um escândalo que candidatos gastem centenas de milhar de euros nas campanhas presidenciais. Outras pessoas talvez achem um escândalo que um candidato ganhe centenas de milhar de euros numa campanha presidencial que atravessou longos anos e saltitou entre canais televisivos.

link do postPor João Sousa, às 21:54  comentar

23.12.15

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1) O Santander é um dos principais accionistas da Prisa. (Ambos são, por acaso mas só por acaso, próximos do PSOE).

2) A Prisa é proprietária da TVI, dirigida por Sérgio Figueiredo.

3) A TVI emite uma notícia falsa sobre o BANIF que provoca a este a perda de, pelo menos, mil milhões de euros (1.000.000.000 €) em poucos dias.

4) O BANIF entra em colapso.

5) O Santander "oferece-se" para comprar o BANIF a preço de saldo.

 

Estou a ver Sérgio Figueiredo, o auto-assumido amigo e admirador de Sócrates e antigo administrador da Fundação EDP, com a maior cara-de-pau fazer em directo um exercício de desfaçatez perante José Alberto Carvalho, o pivot que sempre tem estado umbilicalmente ligado a gentes do PS. Que não são eles os protagonistas, diz ele com olhar suplicante. Claro que não.

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link do postPor João Sousa, às 20:57  comentar

17.12.15

É claro que os novos donos da TAP não querem ser sócios minoritários da TAP. Serem sócios minoritários de uma TAP maioritariamente estatal (ainda para mais um Estado socialista) era um pouco como serem sócios minoritários de uma destilaria gerida por alcoólicos.

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link do postPor João Sousa, às 18:56  comentar

16.12.15


"Toca mesmo a comédia a pseudoentrevista para limpeza de imagem de uma criatura mitómana que está mergulhada em sucessivos casos suspeitos de "mão na lata". Mas ainda mais engraçado é pô-lo a comentar o País depois de o ter deixado na bancarrota. Infelizmente, isto não é suficientemente bom para fazer rir. Só consegue surpreender, e, mesmo assim, raramente. Já conhecemos a criatura."

Manuela Moura Guedes

link do postPor João Sousa, às 17:56  comentar

8.12.15

Consigo precisar: foi no dia 14 de Janeiro de 2001 - as segundas presidenciais Sampaio.

 

Nunca me tinha abstido até aí e fazê-lo não era opção que me atraísse. Sampaio não me inspirava confiança com o seu ar de sonso que passa pelos pingos da chuva - como bem recordamos, o futuro veio a dar-me razão. Ferreira do Amaral era apenas um cordeiro sacrificial para o PSD marcar presença; Abreu o funcionário comunista que o PCP escolhera para se sentar numa cadeira; o onírico Rosas foi o Abreu do Bloco. No meio desta gente, o camarada Garcia, eterno candidato do MRPP a tudo o que é eleição e com quem eu nunca partilhei uma única opinião política, pareceu-me o único candidato com alguma genuinidade. Garcia Pereira, se assim o quisermos entender, era o Alencar do meu Ega. Portanto, optei pelo voto inútil.

 

Faz-me, por isto, um bocado de impressão todo este processo que desaguou na sua demissão do partido pelo qual sempre deu a cara. É, contudo, também verdade que este é o retrato fiel dos grupúsculos de estrema-esquerda: como pressupõem a verdade absoluta daquilo que defendem, se perdem a culpa só pode ser do mensageiro - pois a mensagem, essa, nunca está errada.

 

Não faz mal: Pacheco Pereira há muito que se perfila para tomar o seu lugar.

link do postPor João Sousa, às 10:45  comentar

7.12.15

A greve do Metropolitano foi, parece, desconvocada. O secretário de estado respectivo vem regozijar-se. Acontece que eu quero saber, com total transparência, quais os custos adicionais que isto implicará para o contribuinte.

link do postPor João Sousa, às 22:16  comentar

5.12.15

A história conta-se de uma penada: na tarde de quinta-feira, o carro (pago com os nossos impostos) onde seguia o velho Soares abalroou, ao mudar de faixa, a viatura de uma senhora (jurista na Câmara Municipal de Lisboa). Perante o nervosismo da senhora, o motorista (pago com os nossos impostos), acatando as manifestações de pressa de Sua Alteza Soárica El-Rei D. Soares, atirou displicentemente pela janela um papel com o número de telemóvel (desligado) e largou a toda a brida.

Alguém ouviu alguma coisa de especial sobre o assunto? Com excepção do Correio da Manhã que fez jornalismo sobre ele, alguns outros (poucos) meios de comunicação social limitaram-se a retransmitir cobardemente a notícia como uma pequena nota de rodapé que esqueceram imediatamente. Parece que o JQT (jornalismo que temos) não acha de interesse público que o geronte Soares, que se faz transportar diariamente num automóvel pago por todos nós, incite o seu motorista pago por todos nós a abandonar o local de um acidente que provocou, deixando como única forma de contacto um número de telefone que está sempre desligado. O JQT também não acha relevante que, quando questionada sobre o assunto, a assessora paga por todos nós do Imperador Soares "não tenha nada para dizer".

O JQT também não acha digno de interesse que a senhora jurista da Câmara de Lisboa, que no próprio dia relatara os factos aos jornalistas, tenha algum tempo depois "reflectido" e se mostrasse contra a publicação de notícias, classificando agora como "um pequeno incidente de viação" o que antes a enervara até às lágrimas.

Acontece que a notícia não é sobre um "pequeno incidente de viação". Sê-lo-ia se, a seguir, tivesse acontecido o normal nestas circunstâncias: as partes preencheriam a declaração amigável, trocariam contactos ou esperariam pela polícia. O sucedido, pelo contrário, foi uma das partes, precisamente a parte com "influência", dizer com grosseria que se tinha de "despachar" e abandonar o local de um acidente que acabara de provocar sem manifestar qualquer sinal de preocupação pela condição em que se encontrava a acidentada - ou por aquilo que está escrito na lei.

Noutros tempos, se um azarado ficava esmagado pelo rodado de uma carruagem da nobreza, podia-se dar por satisfeito se um par de moedas fosse lançado pela janela. Hoje, com uma lei que é, supostamente, igual para todos, lança-se pela janela um número de telemóvel incontactável.

Soares é, como sempre foi, intocável. Soares sabe-se acima da lei e do escrutínio público porque o nosso jornalismo, sabujo e obediente, fecha os olhos a todo e qualquer comportamento prepotente e mafioso deste nosso auto-proclamado "pai da democracia".

link do postPor João Sousa, às 22:19  comentar

Pacheco Pereira, vindo da extrema-esquerda para o PSD nos tempos de Cavaco Silva e, agora, acérrimo opositor do PSD com um discurso próximo da estrema-esquerda, será um dos oradores num fórum organizado pela candidatura de Marisa Matias. Eu faço uma pergunta: se Pacheco Pereira não quer sair do PSD, não era altura do PSD ponderar sair do Pacheco Pereira?

link do postPor João Sousa, às 20:28  comentar

4.12.15

O quê, já estão a inventar desculpas?

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link do postPor João Sousa, às 17:42  comentar

 
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