A sério que sim
27.2.16

Aqui está mais uma razão para ter simpatia por Passos Coelho: Alberto João Jardim não votou PSD nas últimas eleições.

link do postPor João Sousa, às 09:52  comentar

22.2.16

O pequenino e nada augusto César dos Açores diz: "o que ficou hoje evidenciado é que o PSD e o CDS não sabem o que dizer sobre este Orçamento". Ora tendo em conta aquilo que foi afirmado e desmentido, nos últimos dias, por Costa e Centeno e restantes muchachos, é o próprio PS que não faz a mínima ideia do que dizer sobre o seu próprio Orçamento.

link do postPor João Sousa, às 21:55  comentar

Ferro Rodrigues pediu respeito entre as bancadas durante a discussão do Orçamento de Estado. Tem piada - pedir que as bancadas façam aquilo que ele próprio não faz.

link do postPor João Sousa, às 21:51  comentar

Vamos ver se eu pecebo.

 

Durante quatro anos, Pacheco Pereira pelejou contra os neoliberais que estavam a subjugar tudo à ditadura dos números. António Costa, apresentado como "uma lufada de ar fresco" pela artistalhada peticionária que se gosta de dizer independente e anti-sistema mas sempre apoia o que vem do Largo do Rato, era o novo Messias que iria heroicamente cortar as cabeças da hidra austeritária e traria de novo a Arte (assim mesmo, com maiúscula porque para os socialistas a arte é sempre maiusculada) para o quotidiano.

 

Pois o que faz, meses depois, o primeiro quando convidado para Serralves pelo segundo? Cobra entradas onde antes havia gratuitidade, subjugando o acesso do povo à Cultura (assim mesmo, com maiúscula porque para os socialistas a Cultura é sempre ministeriável) perante a ditadura dos números.

link do postPor João Sousa, às 12:23  comentar

19.2.16

João César das Neves diz que "o crescimento em Portugal é uma questão arqueológica". Eu até diria mais: deixe-se Costa e Centeno à solta durante muito mais tempo e o crescimento em Portugal tornar-se-á, não um assunto de arqueologia - mas sim um conceito mitológico.

link do postPor João Sousa, às 13:09  comentar

Não há ninguém que telefone ao Sindicato respectivo para denunciar uma clara situação de assédio moral sobre Carlos Costa? Aquilo que António Costa está a fazer é da cartilha esquerdista: semear o caos na sociedade para depois apresentar a sua Nova Ordem.

 

António Costa responsabiliza Carlos Costa por os "lesados do BES" ainda não terem sido ressarcidos. Curiosamente, ainda não ouvi António Costa querer que Ricardo Salgado e sus muchachos sejam responsabilizados por lesarem os "lesados do BES".

 

António Costa igualmente menciona a "solução" proposta pelo seu governo e que recolhe, segundo diz, o apoio de praticamente todas as entidades envolvidas - a começar pela tal entidade opaca chamada "lesados do BES". A transparência habitual de Costa leva a que tal solução seja mais ou menos desconhecida do eleitor e contribuinte. A manter-se o padrão visto no Banif, António Costa não fará desaparecer "lesados do BES " - simplesmente nos transformará a todos "lesados do BES".

link do postPor João Sousa, às 09:32  comentar

18.2.16

António Costa, reconheçamos, é um inovador. Conseguiu ser primeiro-ministro depois de perder as eleições; agora consegue apresentar múltiplos orçamentos rectificativos ainda antes de apresentar o Orçamento de Estado.

link do postPor João Sousa, às 20:37  comentar

17.2.16

Enquanto leu este post, o governo reviu por duas vezes as contas do Orçamento.

link do postPor João Sousa, às 12:26  comentar

16.2.16

Sabemos que a coisa está malparada quando é José Lello quem recomenda contenção...

lello recomenda contenção.jpg
(da capa de hoje do jornal I)

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link do postPor João Sousa, às 23:50  comentar

furador de papel.jpg

Graça Fonseca saltou da vereação da Educação/Cultura na Câmara de Lisboa para o governo de Costa. O ministro da cultura nesse governo é João Soares. A substituta de Graça Fonseca na CML contrata - o filho de João Soares para prestar à vereação "serviços de assessoria em produção de eventos e gestão cultural", em troca de cujos serviços a Câmara lhe pagará 2800 euros mensais.

 

A Câmara de Lisboa justifica a contratação invocando "a especial aptidão técnica e intelectual, bem como experiência profissional" deste neto-do-avô. Como o perfil no LinkedIn deste brilhante Soares está inacessível, espremamos as (poucas) notícias feitas sobre o assunto para nos podermos deslumbrar com o rico historial do jovem neto da democracia:

 

- assistente administrativo entre 2005 e 2009 na Câmara da Amadora (por coincidência, também PS)

- senior document specialist na produtora Cinepalco em 2010;

- secretariado da Fundação Gulbenkian em Paris durante parte de 2012;

- document specialist durante três meses na Sociedade dos Amigos da Cinemateca em São Paulo;

- executive assistant, durante parte de 2014, na produtora de vídeo francesa TV Only International;

- secretário de uma pequena sociedade de advogados desde Janeiro de 2015.

 

Perante tal currículo, a "experiência profissional" de Mário Barroso Soares que a Câmara de Lisboa invoca como móbil para a contratação parece-me ser - empregado de escritório. Quanto às "especiais aptidões técnicas e intelectuais" que se adivinham naquelas alíneas? Tirar fotocópias; saber utilizar um furador; conseguir abrir as argolas de um dossiê sem partir uma unha; ordenar alfabeticamente as facturas dos fornecedores de esferográficas e de sabonete; e telefonar para o senhor da máquina de café quando esta avaria.

 

O que eu questiono, cara Câmara de Lisboa, nem é o pagares cerca de 2800 euros mensais (perto de 600 contos em moeda antiga ou, em moeda de Centeno, um privilegiado e meio) a um "assessor de produção de eventos". É um valor que me parece algo exuberante, reconheço-o, mas talvez seja justo. O que me é difícil de abarcar é o olhar de lince que te permitiu encontrar um assessor de 2800 euros no mesmo currículo em que eu só consegui ver - um secretário!

link do postPor João Sousa, às 23:36  comentar

 
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