A sério que sim
30.1.17

O livro de valter hugo mãe (em minúscula por respeito à grafia do próprio) "O Nosso Reino", que tem despertado muita polémica por, tendo conteúdo sexual e/ou violento, fazer parte das leituras recomendadas a alunos dos 7º ao 9º anos de escolaridade, deixará de ser recomendado. Na verdade, o que me choca mais não é o facto de um livro onde se pode ler:

"(...) E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu."

ter sido colocado nas leituras para alunos de 13 anos. O mais chocante, para mim, é mesmo que haja um conjunto de paineleiros a achar um livro de valter hugo mãe "uma obra de qualidade".

link do postPor João Sousa, às 11:33  ver comentários (1) comentar

25.1.17

Ouve-se agora, enquanto se aguarda nas estações do Metro de Lisboa, o anúncio à obtenção online das facturas da compra de passes e bilhetes. Diz a senhora que ir ao site é "fácil, rápido, seguro e evita tempo de espera nas filas".

 

Não.

 

Fácil? Seria muito mais fácil se, em vez de delegar no cliente a necessidade de ir a um site de internet colocar nem sei que dados, pedir o documento em questão e imprimi-lo a suas expensas - o Metro de Lisboa entregasse a factura no acto da compra como a lei obriga. Rápido? Muito mais rápido seria se o Metro o entregasse no momento da transacção em vez de fazer o cliente gastar do seu próprio tempo. E evitar perda de tempo nas filas? Ora, se o papelinho nos fosse entregue logo no acto da compra, tal como é exigido às outras empresas, não perderíamos tempo algum além do que já gastáramos a comprar o passe ou bilhete.

 

Ao contrário do que o Metropolitano de Lisboa nos pretende fazer crer, nada neste processo é um favor ao cliente (que também é contribuinte). O Metropolitano de Lisboa, empresa do Estado, não faz (impunemente) aquilo que o Estado exige (sob pena de punição) a qualquer tascazita de esquina: entregar factura no acto da transacção. O Metropolitano de Lisboa, em pleno ano de 2017, não tem  forma de imprimir o papelinho de caca nas suas bilheteiras e máquinas porque não as modernizou. O sr. Metropolitano de Lisboa até chegou a abanar a "falta de fundos" como argumento para não o ter feito atempadamente. A isto eu respondo: tretas. A administração do Metro, em nome do governo que a nomeou, definiu prioridades: acalmar sindicatos e comprar votos "devolvendo direitos e garantias" aos funcionários do Metro - em detrimento de tudo o resto.

 

Perante um orçamento que não é elástico e um descoberto amor pela apresentação de um défice abaixo dos 3%, só existiam dois caminhos possívels: ou havia dinheiro para aumentar ordenados e regalias e (re)admitir funcionários; ou havia dinheiro para as manutenções básicas, cartolina para bilhetes e modernizações necessárias. Optaram pelo caminho mais cínico e cobarde e o resultado está à vista dos que usam o Metropolitano: funcionários satisfeitinhos e caladinhos, sindicatos anestesiados - e um serviço prestado a níveis muito mais erráticos e degradantes do que em qualquer momento dos tais "anos negros da austeridade".

link do postPor João Sousa, às 08:24  ver comentários (4) comentar

15.1.17

A verdade, verdadinha, é que por mais camadas de verniz civilizacional que lhe aponham através de notícias encomendadas na Caras e na Lux, comendas apostas ao peito por sonsos e múltiplos espectáculos pagos por ajuste directo municipal - um cretino nunca deixa de ser um cretino.

 

A história já tem dias e conta-se em poucas palavras - e por muito poucas que sejam, serão muitas mais do que o personagem em questão merece. Na terça-feira passada, durante as cerimónias fúnebres do velho Soares, o insuportável Tordo, Fernando de seu nome, achou por bem publicar a seguinte atoarda no Facebook:

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Algum tempo após, movido pelo rebate das críticas que lhe foram feitas, pois consciência não tem para lhe rebater, removeu o textículo em questão. No dia seguinte, reassumiu - o que já não se podia ler - e justificou-se - não justificando nada.

 

Todo este episódio retrata na perfeição o perfil da criatura torda. Durante o funeral de alguém que, pelos vistos, tanta admiração lhe merecia, este comendado mitra, ao invés de respeitar a solenidade do luto - tira o smartphone do bolso e cospe ódio no "Face" por alguém que ousou fazer aquilo que, para si, deve ser desprezível: nascer humilde e superiorizar-se graças ao trabalho e esforço. Depois, ao escrever o que escreveu, manifestou ser um reles canalha; ao apagá-lo como apagou, provou ser um cobarde; e ao justificar-se como se justificou, mostrou ser um hipócrita.

link do postPor João Sousa, às 20:36  comentar

13.1.17

O Estado emitiu dívida pagando 4,23% de juros. Esta taxa é "só" quase 1,4% superior ao pago no ano passado, "só" 1,7% superior ao pago em 2015, e "só" superior à já exuberante percentagem que a DBRS impunha como condição para não descer a cotação (entretanto, perante o continuado subir das taxas de juro, já relativiza aquilo que antes era absoluto).

 

E Marcelo, o que faz o afectuoso Marcelo perante este cenário já visto em 2010 e 2011? Pois afirma "não haver razão para alarme", debitando umas talhadas de spin que, pelo seu descabelado, só podem ter sido sopradas ao presidencial ouvido por Galamba e Centeno.

Francamente, quando li as desdramatizações de Marcelo, só consegui pensar nesta imagem:

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link do postPor João Sousa, às 12:05  comentar

 
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