A sério que sim
25.2.17

O problema do actual contexto político com os actuais actores políticos é notícias, provavelmente feitas com boa-fé, poderem dar azo a interpretações manhosas.

 

Um exemplo. O Jornal Económico apresenta-nos isto:

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Depois, lemos a notícia e nada mais é apresentado senão números e estatísticas retiradas da Pordata. Não é feita nenhuma contextualização, nada. Imagino já, num qualquer próximo debate parlamentar, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa esganiç... dizerem em voz alta e de dedinho em riste: aqui está a evidência do desinvestimento nos transportes públicos. A interpretação da realidade: aqui está a evidência da automatização e modernização dos equipamentos.

link do postPor João Sousa, às 19:38  comentar

São José Almeida escreve no Público:

"O escândalo dos dez mil milhões de euros que foram colocados em contas offshore por bancos portugueses entre 2011 e 2015, sem que dessas transferências tenha sido tributado um tostão, é apenas um sintoma dessa impunidade."

Alguém com paciência para falar a criancinhas que explique isto à senhora e restantes camaradas dela que se limitam a amplificar a desinformação da esquerda parlamentar: transferir dinheiro para um offshore não é um acto ilícito nem obriga automaticamente ao pagamento de qualquer imposto. O dinheiro das pessoas que o enviam para um offshore é delas, não é do Estado, do PS ou do fisco.

link do postPor João Sousa, às 19:03  comentar

24.2.17

O jornal Sol diz, a propósito das negociações à Esquerda para as presidenciais francesas, que Esquerda tenta geringonça em França. O jornal Sol está errado. A nossa geringonça foi um acordo negociado em segredo antes das eleições e nunca assumido perante o eleitorado (a habitual transparência à Costa). Os esquerdistas franceses, pelo contrário, estão a fazer a coisa às claras e perante toda a gente - o eleitorado francês, ao contrário do português, vai para as urnas plenamente informado.

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link do postPor João Sousa, às 16:46  comentar

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O título da notícia é uma certeza caça-cliques: "Lista VIP impediu acompanhamento da saída de 10 mil milhões para offshores". Depois, lê-se a notícia e a certeza, afinal, é a certeza de Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. O I podia ter titulado -  "O sindicalista Paulo Ralha afirma que Lista VIP impediu acompanhamento da saída de 10 mil milhões para offshores"? Poder podia - mas não era a mesma coisa.

 

Ralha, na sua tão típica atitude bloquista, diz-se não surpreso pela fuga dos tais 10 mil milhões para offshores. Ralha quer fazer-nos esquecer, com este palavreado, que os tais milhões que toda a gente de esquerda anda a esganiçar terem "fugido" foram reportados pelos bancos, pelo Banco de Portugal, e os dados estão de facto nos servidores do fisco. Isto seria um pouco como alguém fugir de uma cadeia e passar pela guarita dos guardas deixando-lhes um papel com a morada onde estaria escondido e o seu número de telemóvel - mas, desta esquerda, não se pode pedir melhor.

 

Ralha diz que o dinheiro não foi controlado. Ora se não foi controlado, não foi por não terem as informações necessárias. Mais, se não foi controlado, pode ainda ser durante muitos anos - pois foi o governo PSD/CDS que ampliou o período de prescrição de quatro para doze anos. Ralha talvez não tenha reparado que, se ainda estivesse em vigor a regra deixada pelo governo de Sócrates, então sim já não seria possível controlar estes movimentos. Mas lembrar tal seria, para Ralha, desmentir a sua verdade alternativa.

 

A mim choca-me que gente como Ralha venha dizer, por exemplo, barbaridades como "uma parte do trabalho de combate à evasão fiscal é feita através de tiros no escuro" como álibi para atribuir ainda mais poder sem escrutínio aos funcionários da polícia fiscal. Ralha acha que os funcionários do fisco devem, a bem dos tais "tiros no escuro", poder aceder indiscriminadamente aos dados de todo o contribuinte. Ralha acha bem que funcionários fiscais possam aceder livremente aos dados do Presidente da República porque "tinham curiosidade em saber quanto ele ganha". Ralha não se importa que o meu vizinho, funcionário nas finanças, tenha a liberdade de ir bisbilhotar os meus dados fiscais - talvez para me tentar chantagear na próxima reunião de condomínio. 

 

Ralha denuncia a interferência política no trabalho. Ralha fala em intimidação pelos dirigentes políticos. Ralha não fala, muito convenientemente, disto:

A lista VIP terá sido criada com o objetivo de monitorizar acessos indevidos aos processos dos cidadãos em causa, depois de vários funcionários das Finanças terem sido descobertos a fazer consultas irregulares. O caso foi descoberto depois de uma notícia do i que divulgou informações do IRS de Passos Coelho e levou a demissões na Autoridade Tributária, obrigando o governo a lançar com urgência um novo concurso.

Mas talvez Ralha não tenha culpa de não saber disto. Afinal, o jornal I relegou, para o final de um texto que se prolonga por quatro ecrãs, a parte que desmente toda a credibilidade do sindicalista.

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link do postPor João Sousa, às 15:54  comentar

Lord Voldemort

Cavaco Silva, segundo parece, não disse o nome de Sócrates uma única vez durante a entrevista de ontem.

link do postPor João Sousa, às 12:28  comentar

O governo designou quatro novos membros para o conselho consultivo do Banco de Portugal. Uma questão menor: o mesmo governo que pretende impor quotas de género na administração de empresas (privadas) cotadas em bolsa, anuncia quatro homens - e zero mulheres - para o conselho consultivo de uma entidade pública.

 

Agora, vamos à questão maior. Quatro nomes: Francisco Louçã, guru do Bloco de Esquerda; Francisco Murteira Nabo, militante do Partido Socialista; e Luis Nazaré, militante do Partido Socialista. João Talone, o quarto, talvez esteja lá para a coisa não se tornar risível.

link do postPor João Sousa, às 09:20  comentar

22.2.17

Medina diz-se perplexo com a falta de civismo dos condutores em Lisboa - por estacionarem em locais indevidos. Eu aguardo o anúncio de igual perplexidade de Medina com a falta de civismo dos ciclistas - por circularem em locais indevidos e não respeitarem regras básicas.

link do postPor João Sousa, às 19:19  comentar

21.2.17

Segundo leio no Público, a nova proposta de lei do Governo de "combate à discriminação racial e étnica e à xenofobia" tem esta particularidade:

Na proposta também está contemplada a questão do ónus da prova: sempre que se verifique um acto racista ou xenófobo, a vítima não tem necessidade de provar os critérios que os motivaram – ou seja, presume-se a intenção discriminatória, que pode ser rebatida nas entidades competentes.

Portanto, o alegado racista (acusado) é que tem de provar que não discriminou ou que não é racista. Esta Esquerda, que sempre se contorceu como um verme com qualquer coisa que lhe cheirasse a inversão do ónus da prova em casos de corrupção ou enriquecimento ilegal, acaba de o inverter para putativas discriminações.

link do postPor João Sousa, às 14:30  comentar

20.2.17

O livro de Cavaco Silva Quinta-feira e outros dias esgotou a primeira edição. A Porto Editora já veio anunciar que irá distribuir uma segunda edição. Ou seja: o livro de Rui Mateus "Contos Proibidos - Memórias de um PS desconhecido" continua a ser o único caso no mundo da edição de um sucesso de vendas que nunca foi reeditado.

link do postPor João Sousa, às 14:49  comentar

17.2.17

Pedagogia - eis o que o Governo se propõe fazer junto dos doentes nas urgências hospitalares "para reduzir o número de doentes que procuram as instituições sem critérios de emergência médica". Se fosse um governo de centro-direita a dizer algo assim, o que a esquerda não espumaria. Como é um governo da esquerda boazinha, já a culpa é do doente e faz-se "pedagogia". Talvez para que ele, na próxima, não seja piegas...

link do postPor João Sousa, às 16:41  comentar

 
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