A sério que sim
19.1.12

Otelo Saraiva de Carvalho mostra-nos, aqui, posições curiosamente paradoxais, em especial esta:

"Quanto ao teor das suas declarações, que já provocaram polémica por serem entendidas como um apelo ao tumulto, o 'militar de Abril' defende que a 'Revolução dos Cravos' teve como um dos seus objetivos garantir-lhe precisamente esse direito: "O de poder dizer as alarvidades que eu quiser, porque o que eu digo é a minha opinião e, num país livre, eu não posso ser condenado por expressá-la".


Examinando as palavras deste homem com alguma minúcia, esbarramos com a seguinte idiossincrasia: Otelo acha que um golpe militar lhe deu a liberdade para instigar outros golpes militares, ainda que a ideia seja classificada pelo próprio como uma "alarvidade". Temos, aqui, um vislumbre da extrema complexidade intelectual deste homem. Uma pequena afirmação, que contém três ou quatro conceitos que se incompatibilizam e ridicularizam entre si. Otelo precisa de acordar do sono profundo em que entrou por alturas do PREC e do verão quente de 75 e perceber que a incitação ao tumulto e à insurreição seja de que sector da sociedade for é um crime grave, justamente punido por lei. Existe, no entanto, a muito provável atenuante da inimputabilidade...

link do postPor António Pinto, às 09:37  comentar

De kkk a 19 de Janeiro de 2012 às 19:52
O Otelo apenas falou que seria desejável um golpe de estado. Não deu ordens a ninguém.

 
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