A sério que sim
7.3.12

O jornal I traz uma pequena notícia sobre a Parque Escolar, essa consequência nefária do socratismo. Todo o texto assusta, mas vou transcrever o primeiro parágrafo por dar uma ideia geral da coisa:

 

A Parque Escolar arrancou em 2007 com o negócio de requalificação de 322 escolas com uma estimativa inicial de 940 milhões de euros, que eram totalmente falsos e que apenas serviram para acelerar a vinda de dinheiros da Europa. Passado um ano, a realidade era bem diferente: 1,4 mil milhões de euros (cerca de 50% a mais) – e só para metade das escolas no universo inicialmente apontado. Uma parte significativa desta diferença, de 460 milhões de euros, acabou por sair do bolso dos contribuintes.

 

Portanto: em 2007, era 940.000.000 de euros para 322 escolas; no ano seguinte, já com a realidade (e as eleições de 2009) a bater à porta, era mais 50% de dinheiro para apenas metade das escolas. O dinheiro em falta, claro, veio de onde sempre vem: do contribuinte.

 

Ser-se Sócrates é isto: a falta de rigor; os (seus) fins que justificam os meios; os números martelados ou, quando nem isso é possível, a pura e simples ficção; o contínuo descambar financeiro para sustentar um reino de fantasia.

 

Evidente nos sucessivos imbróglios que marcaram a sua actuação política, evidente nos tons cinza que revestem o seu percurso pessoal, este contornar (ou simplesmente ignorar) de regras não é, em José Sócrates, apenas um meio para resolver nós circunstanciais - é toda uma filosofia de vida.

link do postPor João Sousa, às 11:23  comentar

 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO