A sério que sim
22.3.12

O primeiro teste do camarada Arménio como testa de ferro vermelho está a ser um profundo fiasco. Senão vejamos:

 

- 5% de adesão na Autoeuropa

- 50% (números dos sindicatos) na CGD

- as ligações do Barreiro, Montijo, Cacilhas e Seixal estão a funcionar, pela primeira vez em dia de greve geral

- 20% de adesão nas Finanças de benfica (a dos cocktails molotov)

- Hospital de Santa Maria funciona com normalidade

- Metro do Porto opera as principais linhas, responsáveis por transportar 80% dos habituais passageiros

 

Se calhar, o facto do camarada Arménio não ter tomado banho não o ajudou particularmente a arregimentar as tropas, mas não serve de desculpa. 

 

O camarada Arménio é, de todas as formas, uma personagem engraçada, como se vê aqui, onde explica de forma eloquente que um tipo que quer ir trabalhar mas não pode, porque a greve dos transportes o impede, é contabilizado nos números da central como um grevista. E é contabilizado porquê? Porque ele até queria fazer greve, mas como não tem liberdade para tal, porque o patrão é mau, utiliza a greve dos transportes para fazer a sua própria greve. É este género de argumentos propagandísticos, clássicos da escola comunista da Guerra Fria, que faz do camarada Arménio uma caricatura. Um tipo que diz que os conflitos na Grécia são provocados por infiltrados de extrema-direita, com a conivência das autoridades, no sentido de denegrir a luta dos trabalhadores e dos sindicatos, não pode ser levado a sério em pleno século XXI.

 

O João acha que ele é uma pessoa perigosa. Eu acho que é apenas tolo, deslocado no tempo e insignificante.

link do postPor António Pinto, às 11:30  comentar

 
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