A sério que sim
27.10.11

A cimeira dos líderes europeus, surpresa das surpresas, resultou na tomada de decisões. Depois de meses e meses de arrastamento e marasmo, alguém se lembrou de tirar a cabeça da areia e, bem ou mal, tentar fazer alguma coisa para travar a incessante galopada da crise das dívidas soberanas. A consequência mais imediata das deliberações levadas a cabo (nomeadamente a respeitante ao perdão de 50% da dívida helénica), cá no burgo, será, com certeza, uma exaltação do coro da nossa esquerda marxista, quais arautos da inevitabilidade, afirmando que há muito tinham definido esse como o único caminho possível. Daí a deduzir que se foi possível para a Grécia também será possível para Portugal será um minúsculo passo. A ver!

 

No chorrilho de críticas feitas por pessoas que nada percebem acerca de coisa nenhuma, que aparece sempre que alguém faz alguma coisa, já li, algures, que o reforço do Fundo de Estabilização para 1 bilião de euros (valor que, pela sua dimensão, manifestamente, ninguém consegue sequer compreender) iria implicar uma contribuição portuguesa e, consequentemente, mais medidas de austeridade. Lendo até ao fim, bom hábito que se foi perdendo com o passar dos anos, fica claro que o reforço do fundo não será efectuado com recurso a contribuições adicionais por parte dos países da zona Euro, mas sim por um misto de privados e investimentos financeiros de larga escala. Mas pedir a esta gente para ler qualquer coisa é, claramente, pedir demais.

 

link do postPor António Pinto, às 10:56  comentar

 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO