A sério que sim
30.5.12

Em grande medida, eu já desisti de encontrar sentido em toda esta novela Secretas/Relvas/Jorge-Silva-Carvalho/Ongoing. No meio da "informação" que é vertida copiosamente no espaço público, estou certo de haver desinformação em proporção semelhante. Aliás, todos estes dados formam um novelo tal que, provavelmente, a única instituição com ferramentas para a sua análise - é o SIS.

 

O largo exercício de hipocrisia, contudo, é daqueles que se vêm mostrar muito chocados por esta hipotética promiscuidade Secretas/Poder Político. Agem como se só agora isto existisse ou tivesse sido descoberto - quando um dos segredos mais mal guardados (e nunca seguidos) nas redacções dos jornais era o de que José Sócrates receberia, nas vésperas dos debates, relatórios das Secretas sobre os seus adversários de ocasião.

 

Já desde pelo menos o consulado socrático que reinava a convicção de que os serviços secretos teriam uma nova função na hierarquia estatal: a de super-assessoria política de alguns governantes. Na verdade, a única novidade que (cada vez mais) se parece aclarar com este episódio é a profundíssima influência que a Maçonaria consegue exercer nos círculos do poder. Sabia-se por intuição, sim - mas não me recordo de alguma vez presenciar tal desfile de nomes, datas e lojas.

link do postPor João Sousa, às 09:03  comentar

 
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