A sério que sim
31.10.11

Não de euros, mas ao que parece, de pessoas. Nasceu hoje, ou vai nascer, ou já nasceu há uns meses, ninguém sabe bem, a pessoa 7.000 milhões. Somos, descontando aquela malta que nunca é contabilizada para as infografias giras, cerca de 7.000 milhões de seres humanos sobre a Terra. Em 1798, 6 anos antes da estimativa de população ter atingido o primeiro milhar de milhões, Malthus publicou o seu "Ensaio sobre a população", alertando, imagine-se, para os perigos iminentes da explosão demográfica. Mais ou menos o mesmo fez Erich, em 1968, quando a população atingia já perto de uns robustos 4.000 milhões.

 

Alheia a todo isto, a massa humana continuou a estender-se, muito para além, sabe-se agora, da capacidade de sustentação do planeta. Falar, portanto, de desenvolvimento sustentável, da forma como habitualmente se fala de desenvolvimento sustentável, parece dar a ideia de que estamos preocupadíssimos a aparar o arbusto, quando toda a floresta arde violentamente atrás de nós. Seguimos, algo despreocupados, algo ignorantes, para um beco sem saída. Esgotando recursos, avançando para outros territórios e lá explorando e corrompendo tudo o que puder ser aproveitável, vamos trilhando o nosso percurso.

 

Existe, curiosamente, outro organismo que se comporta assim: o vírus.

 

 

link do postPor António Pinto, às 10:54  comentar

 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO