A sério que sim
4.6.12

José Gomes Ferreira diz que todos são coniventes: Secretários de Estado que negociaram os contratos ruinosos; Ministros que assinaram os contratos que sabiam ruinosos; e até o Presidente que promulgou sabendo que eram contratos ruinosos e aldrabados. Ou seja, coniventes por acção e inacção.

 

E não lhe nego legitimidade na argumentação. Só que segundo esta linha de pensamento, o próprio José Gomes Ferreira pode ser, então, acusado de conivência por inacção. Enquanto Sócrates aparentava força, Gomes Ferreira pouco mais fez do que retransmitir os números do Governo sem verdadeiramente questionar os métodos, a irrealidade das projecções ou o eleitoralismo das medidas (embora sem cair, reconheço-o, na sabujice de Peres Metello). Ou seja, retransmitiu sem escrutinar como seria expectável de um editor de Economia. A única rebeldia que se permitiu, uma vez por outra, foi dar tempo de antena a Medina Carreira - mas quase sempre como um mestre-de-cerimónia que exibe um circo de aberrações.

 

Por isto, a sua indignação, que se foi tornando mais visível quando se percebeu que o governo Sócrates estava com os dias contados e a bancarrota Sócrates no início dos seus dias, parece-me tardia - mesmo que correcta.

link do postPor João Sousa, às 08:44  comentar

 
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