A sério que sim
9.6.12

Paulo Campos, pobrezinho, diz que era um humilde Secretário de Estado e que a responsabilidade no escândalo das PPP foi partilhada (e tutelada) pelos Ministros das Finanças (Teixeira dos Santos) e das Obras Públicas (António Mendonça). E pelo próprio José Sócrates que presidia ao Conselho de Ministros.

 

Este Paulo Campos tem tudo para ser um sucessor de Armando Vara. Parece estar omnipresente em qualquer questão mais dúbia que envolva o anterior Governo e/ou o Partido Socialista. Nem por acaso, nesta reportagem de 2009 do Expresso sobre a farsa Magalhães, lá aparece o nome dele...

 

Eu tenho um particular asco por estas eminências pardas. Raramente tomam a linha da frente. Ficam-se por uma Secretaria de Estado, não são eles que assinam os papéis decisivos nem são eles que aparecem nas televisões. Mas são quem realmente gere a casa. São eles os olhos e ouvidos do chefe supremo, são eles a sua correia de transmissão. São eles que dão ordens ao pessoal, são eles que negoceiam os esquemas e planeiam as trafulhices. Ao fim do mês, apresentam as contas ao Ministro e uns papéis para ele assinar. E quando se trata de documentos que fedem à distância, como estas PPPs deviam feder, atafulham-nos no meio da última de quatro caixas com papelada que entregam ao ministro para que ele reveja e assine durante a noite.

 

E claro, quando se sentem acossados, cobardes como sempre são, tentam fugir, escorregadios como enguias.

 

Conhece-se uma história cinzenta, um contrato que favorece um amigalhaço, um tráfico de influências - e revirando bem as pedras, descobre-se sempre uma eminência parda lá escondida, de rabo espetado como um lacrau. Pois que se faça o mesmo que se faz aos lacraus.

link do postPor João Sousa, às 19:42  comentar

 
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