A sério que sim
22.8.12

No bom velho estilo do rato que ruge, o Equador vai travando um braço-de-ferro diplomático com o Reino Unido a propósito de Assange.

 

Pessoalmente, acho que a pessoa em questão não vale a atenção.

 

Desde o início da sua notoriedade pública que tenho de Assange uma opinião pouco benevolente. Na essência, considero-o um niilista com narcisismo descontrolado, um sociopata que, como os incendiários, obtém a sua satisfação nos conflitos que provoca.

 

Assange afirma-se jornalista como se tal automaticamente lhe conferisse uma capa de credibilidade ou legitimasse as suas posições. Acusa os Estados Unidos de procederem, na sua pessoa, a uma caça às bruxas - mas esconde-se na embaixada do Equador, país onde "jornalismo livre" é um óbvio oximoro. Mais: exibe-se sem problemas de consciência num talk-show pago pelo regime de Putin, cavalheiro cujas relações com jornalistas carregam um longo historial de algo mais que "perseguição".

 

Assange é um homem hipócrita, é um homem absurdo e, muito mais grave, é um homem multiplamente perigoso. E um dos seus perigos reside no facto de saber usar um léxico que atrai as subculturas radicais dos anarquistas e/ou hackers, gente desprovida de sensatez mas que, mesmo em número reduzido, tem ferramentas capazes de gerar um ruído assinalável.

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link do postPor João Sousa, às 00:12  comentar

 
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