A sério que sim
5.9.12

Todo um conjunto de "inverdades" tem sido proferido acerca deste processo da RTP. Tudo começou com um cenário levantado por António Borges, que não passou disso mesmo: de um cenário. À boa maneira cá do burgo, esse cenário passou a anúncio e de anúncio passou a balbúrdia. Ninguém quis ficar de fora do ruído que se seguiu, contribuíndo para duas semanas de uma intensa telenovela.

 

Desta feita foi Mário Soares, que desempenha o clássico papel do velho tirano, a meter a sua "colherada". Diz o ancião que, se assistirmos, impávidos e serenos, a esta onda de privatizações, seremos todos responsáveis. Soares sabe uma coisa ou duas acerca de responsabilidade, embora apenas no plano teórico. Nunca assumiu qualquer responsabilidade e, assim que lhe pareceu remotamente que poderia ser responsabilizado por algo, fugiu.

 

Soares, que tem tido uma semana invulgarmente agitada, também veio colocar-se ao lado de Seguro na sua recusa de mais austeridade. Não sou um particular admirador de Seguro, mas acho que ninguém merece estas companhias. Estou solidário: a última coisa de que um homem precisa quando está a arder é de ser regado com gasolina.

 

Soares, o homem das multas pagas por todos nós, continua o seu show de hipocrisia. Na verdade, todos assistimos impávidos e serenos, pelo que seremos todos responsáveis. Soares já não é fixe, Soares é triste e devia estar calado.

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link do postPor António Pinto, às 12:26 

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