A sério que sim
6.9.12

A Mota-Engil "de" Jorge Coelho, ainda recentemente noticiada como o grupo ligado à construção civil que mais cresceu no último ano, quer continuar a crescer. Mais especificamente, pretende aumentar o volume de negócios em 45% até 2015:

 

O objectivo no continente africano passa por alargar a actividade ao espaço da África Austral, com enfoque em projectos de dimensão para grupos multinacionais privados associados à mineração, assim como na expansão da actividade em Moçambique, Angola e Malawi para áreas como o ambiente, a logística e energia, como suporte à construção de infra-estruturas.

 

Reparem no país que destaquei neste parágrafo: Malawi. E nem por acaso:

 

Mota Engil é acusada de oferecer até 40 mil euros ao falecido Presidente do Malawi.

 

A construtora portuguesa Mota Engil foi acusada de fazer «pagamentos periódicos» ao falecido Presidente do Malawi Bingu wa Mutharika, mas a empresa justifica os depósitos bancários com «pagamento de livros» e uma «prenda de casamento».

 

Pagamento de livros e prendas de casamento juntar-se-ão, no metaforismo nacional, aos robalos e às alheiras.

 

Uma alma menos gentil diria que estas pessoas aperfeiçoaram a sua arte na mesma escola - quiçá com o(s) mesmo(s) mestre(s).

link do postPor João Sousa, às 14:57  comentar

 
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