A sério que sim
7.9.12

Mário Nogueira é, neste momento, uma figura menor do Herri Batasuna português. Esbraceja, vocifera, lidera manifestações inócuas e diz um ou outro disparate sem que muitas cabeças se virem. É um daqueles sindicalistas de carreira que, felizmente, as pessoas aprenderam a desrespeitar.

 

Em condições normais, é essa também a minha postura em relação a Mário Nogueira. Acredito, no entanto, que há um mínimo de dignidade abaixo do qual ninguém deve descer, independentemente de quão duvidoso é o seu carácter, um módico de honestidade que deve ser observado em qualquer intervenção pública, seja ele concordante, ou não, com os padrões que regem, a cada momento, a vida de qualquer criatura. Mário Nogueira, dirigente sindical por definição, poucas vezes terá pisado uma sala de aula. Acresce a este facto um outro, tão ou mais interessante: Mário Nogueira, docente efectivo do Agrupamento de Escolas da Pedrulha, em Coimbra, viu-lhe ser atribuída a classificação de "Bom", enquanto docente, apesar de não exercer a actividade há cerca de 21 anos.

 

Com estas premissas em mente, torna-se quase folclórico que este fóssil do regimento sindicalista português venha recomendar ao Ministro Nuno Crato que "sinta o cheiro de uma sala de aula". Existem, seguramente, muitos cheiros que Mário Nogueira dominará na perfeição. Lamentavelmente, o de uma sala de aula não será um deles.

link do postPor António Pinto, às 15:26  comentar

 
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