A sério que sim
14.9.12

O nosso caro António José Seguro, que se começa a assumir mais como uma caricatura do que qualquer outra coisa, tomou de assalto os nossos ecrãs, em horário nobre, para bradar uma série de posições, claramente cozinhadas nas caves do Rato. Foi um Seguro ultrapassado pelos acontecimentos, aquele que ontem nos "entrou pelas casas dentro". Com um ar algo assarapantado, nota-se claramente que sente a matilha socrática a respirar-lhe na nuca, mais à laia de ameaça do que de incentivo.

 

Seguro é a principal causa de desespero dos portugueses. Não vou acrescentar o meu nome à longa lista de encartados economistas que todos os dias comentam e criticam as decisões deste Governo. Não vou dissertar acerca dos méritos e vícios das políticas liberais. Não vou, tão-pouco, assinalar criteriosamente as características de personalidade, positivas ou negativas, do nosso Primeiro Ministro. Compreendo, no entanto, que a maior parte dos portugueses esteja, neste momento, descontente. Compreendo, mais ainda, o seu total desespero ao olhar para o suposto líder da oposição e ver um homem acabrunhado, sem ideias, preso a uma ala fanática e criminosa do seu partido.

 

Seguro é, actualmente, o maior garante da estabilidade política nacional, simplesmente porque ninguém no perfeito domínio das suas capacidades intelectuais pode ver nele uma alternativa.

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link do postPor António Pinto, às 16:09  comentar

 
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