A sério que sim
28.1.13

Afinal, sempre vieram algumas personalidades, até de Esquerda, criticar as palavras de Arménio Carlos. Não me surpreende - apesar de tudo, acredito que em qualquer lado há gente com um módico de bom-senso.

 

Também não me espanta a desvalorização que gentes de Esquerda fazem do comentário de Arménio Carlos. Todas as áreas políticas possuem os seus desvalorizadores profissionais. Mas acho particular piada ao argumentário.

 

O soarista Vitor Ramalho disse não ver racismo. "Não é uma frase usual, mas serviu naquela situação para diferenciar, identificar, uma individualidade, ou seja, o elemento do FMI." Não é de surpreender, vindo de quem vem e com a formação que teve, esta exibição de língua-de-pau.

 

Ana Avoila acusa o Correio da Manhã de "abuso de interpretação", uma vez que "tirou as palavras da frase do contexto".

 

O próprio Arménio Carlos afirma-se surpreso com a indignação despertada nas redes sociais: "(...) porque disse coisas muito mais importantes e pelos vistos só retiveram isso (...)".

 

Dá-me especial prazer observar o ar amuado destes dois últimos. Os jornais, dizem os pobrezinhos, prestaram mais atenção ao potencial para polémica. Os adversários e comentadores, queixam-se, focam mais a gaffe. Mas talvez eu esteja a ser injusto. De certeza que, quando Manuela Ferreira Leite proferiu a tal piada sobre "a suspensão da democracia", Vitor Ramalho, Ana Avoila, Arménio Carlos e outros que tais vieram a terreiro defender a senhora, chamando a atenção para a "retirada de contexto", "o abuso de interpretações", e o passado democrático de Manuela Ferreira Leite.

 

Karma is a bitch - não é, rapaziada?

link do postPor João Sousa, às 11:13  comentar

 
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