A sério que sim
18.11.11

Não sei porque continuo a ler o que fernanda câncio escreve. Não faço ideia se tal desejo parte de um canto obscuro do meu inconsciente ao qual não consigo aceder, de um impulso masoquista explicado de formas variadas pelas diferentes correntes da Psicologia ou se materializa a simples atenção que algo com mau aspecto e manifestamente nefasto habitualmente desperta no comum dos mortais, como um acidente de automóvel na auto-estrada, por exemplo.

 

Nesta prosa, com o título "Ainda mais papistas" adornado pela fotografia da autora a fazer beicinho e com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado esquerdo (pois claro!), tomamos contacto com a visão da fernanda acerca da polémica dos feriados. Na sua essência, atira-se aos feriados religiosos com unhas e dentes. Chega a afirmar que o que era bonito era que os católicos, nesses feriados, tivessem apenas licença para acorrer às cerimónias religiosas e voltassem a correr para o trabalho. Não sei como caiu isto na sua família política, constituída por burgueses duvidosos e envergonhados, habituados a receber muito para trabalhar pouco, mas adiante.

 

Indigna-se, também, perante a pretensão de deixar cair o 5 de Outubro, o ideal republicano, a separação Estado/Igreja e todas essas palermices, quando a única coisa que 90% das pessoas sabe acerca desse dia é que é excelente porque, quando está bom tempo, permite fazer umas sandes de coirato, enfiar o farnel no cesto e passar uma alegre tarde de bebedeira no areal da Praia da Torre.

 

E já agora, fernanda, o artigo 208º da Lei 7/2009, habitualmente conhecida como Código do Trabalho, diz respeito ao banco de horas. Os feriados é no artigo 234º da referida Lei. Já não há mais vagas em Paris?

link do postPor António Pinto, às 10:30  comentar

 
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