A sério que sim
4.3.13

Assistimos, no sábado, a mais uma manifestação. À pretensão inorgânica de um movimento claramente organizado, juntaram-se os emplastros do costume (PCP, BE e CGTP). Esta é, para mim, uma das fraquezas destes "movimentos cívicos". A permeabilidade a estruturas políticas de extrema-esquerda, os cravos vermelhos e os punhos erguidos irão sempre afastar das manifestações pessoas que, apesar de terem legítimas razões para protestar, não se reconhecem no estilo caceteiro da esquerda portuguesa.

 

Foram-se aventando, ao longo do fim-de-semana, números que desde logo me pareceram absurdos: 500 mil, 800 mil em Lisboa, mais de 1,5 milhões no país... o Público analisou a questão. Concluíu que o Terreiro do Paço cheio (que não estava, nem de perto nem de longe) leva cerca de 180 mil pessoas, isto contando com uma densidade de 4 pessoas por metro quadrado (para se ter uma ideia, a densidade observada no metropolitano, em hora de ponta). Isto reforça, claramente, a minha primeira ideia.

 

Claro que vozes se ergueram contra estes números. Verdades desconfortáveis que atrapalham mitos não são bem-vindas. Há sempre uma solução: fazer uma manifestação contra o Público.

link do postPor António Pinto, às 12:06  comentar

 
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