A sério que sim
29.3.13

Faz agora uma semana, Almerindo Marques afirmou que, enquanto foi Presidente da Estradas de Portugal, era pressionado por José Sócrates para "ser contratualizada mais e mais obra". As instruções não lhe eram dadas directamente, mas por interposta pessoa: o então secretário de Estado das Obras Públicas, o omnipresente Paulo Campos.

 

Hoje, o jornal I expõe como a venda de imóveis pelo regime socrático agravou o défice de 2012 em quase 0,5%:

 

As vendas em massa de imóveis do Estado a uma empresa pública, realizadas nos governos liderados por José Sócrates, foram um dos factores de agravamento do défice público de 2012.

 

As transacções incidiram sobre centenas de imóveis, muitos associados à prestação de serviços públicos, e geraram entre 2005 e 2011 receitas extraordinárias de centenas de milhões. O resultado terá ajudado a aliviar défices públicos nesses anos, mas acabou por ter o efeito contrário no ano passado.

 

Já num passado mais distante, José Gomes Ferreira descreveu parte dos crimes desta quadrilha:

 

 

Como é bom de ver, isto é um traço comportamental do homo socraticus: criar uma fachada de fantasia à conta do que não se tem e empurrando a factura para quem virá depois. Paulo Campos, funcionário do partido que saltita há décadas pelas administrações de empresas públicas e com passagens pelo Governo do país, afirmou ser apoiado financeiramente pelos pais. José Sócrates, funcionário do partido desde sempre, deputado desde 1987, com múltiplas passagens por governos e que ganhou, enquanto Primeiro-Ministro, mais de 600.000 euros (repito: 120 mil contos!), afirmou estar a viver em Paris graças a um empréstimo contraído junto da CGD (espero que esse empréstimo não vá pelo menos caminho dos muitos milhões emprestados ao seu comparsa Joe Berardo).

 

E assim se enterrou um país.

link do postPor João Sousa, às 23:58  comentar

 
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