A sério que sim
11.4.13

Num sermão quase inteiramente dedicado a babar o seu despeito por Margaret Thatcher, o ancião Soares, falho de ética, invoca os bons exemplos que vêm (como está tão incutido no anedotário mundial) da América Latina para afirmar a sua tese:

 

(...) quando não há dinheiro, não se paga (...)

 

A minha primeira reacção foi de revolta. Mas, quanto mais penso, mais se me entranha a soárica ideia. O decano Soares não está completamente fora de razão. Proponho até que se comece por aplicar a sua teoria em si próprio:

 

não há dinheiro, não se paga - a sua Fundação manhosa;

não há dinheiro, não se paga - as sua multas;

não há dinheiro, não se paga - a sua subvenção;

não há dinheiro, não se paga - o seu uso de automóvel de Estado, o condutor e o combustível;

não há dinheiro, não se paga - o seu gabinete, o seu secretariado e as ajudas de custo;

não há dinheiro, não se paga - a sua comitiva de segurança;

etc.

link do postPor João Sousa, às 09:17  comentar

 
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