A sério que sim
13.4.13

Aquilo que o I Online expõe, via entrevista do jurássico Soares pela eternamente dócil Ana Sá Lopes (que consegue dizer apenas cinco vezes "senhor doutor"), não é a canalhice de um eterno canalha; não é a falta de vergonha de alguém que nunca possuiu um vestígio de consciência; não é, sequer, o sentimento de impunidade assumido por quem constantemente viu as suas enormes falhas de carácter, contradições de discurso e actos à margem da lei e da ética serem negligenciados - quando não absolvidos - por jornais e jornalistas, sempre desejosos de se sentarem à mesa com o grande dinossauro.

 

Não. Aquilo que se vê, nesta lamentável entrevista ao lamentável Soares, é a decadência de alguém cuja falta de saúde física e mental mereceria cuidados acrescidos - não esta exposição e humilhação públicas nas capas dos jornais, quiçá incentivadas por uma família negligente cujo estilo de vida sempre dependeu da ficção criada pelo próprio.

 

É só isto o que me apraz dizer em relação à última entrevista perpetrada pelo antigo Soares. Se não é o delírio de um senil, então é um acto criminoso certamente punível pela lei.

link do postPor João Sousa, às 20:43  comentar

 
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