A sério que sim
13.9.17

Vamos imaginar que um autarca do PSD compra, por cerca de 70% do valor de mercado, uma casa a um familiar próximo de vários directores de uma construtora. Vamos também imaginar que este hipotético autarca do PSD se "esquecia" muito convenientemente de declarar parte desse negócio ao Tribunal Constitucional. Vamos ainda imaginar, para melhor compor este opaco ramalhete, que depois a autarquia presidida por este imaginário autarca atribui a essa construtora obras por ajuste directo de valor superior a cinco milhões de euros (e a maior parte desse valor por uma obra cercada de polémicas). O chinfrim que não iria nas redacções de jornais, a comoção que não se sentiria nos pivots e comentadores dos canais de notícias, o falsete que não viria de Galambas, Catarinas e Mortáguas.

 

Agora substitua-se "autarca imaginário do PSD" por "Fernando Medina, autarca real do PS". O que se vê, se ouve, se cheira? Uma descontracção notável - com excepção da capa de um jornal menos lido que a Marketeer, e um pequeno quadrado manhoso e manhosamente escondido na primeira página do Público.

jornais-medina-20170913.jpg

link do postPor João Sousa, às 13:14  comentar

 
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