A sério que sim
13.5.14

Em 1998, foi a transsexual israelita Dana International (imagino que isto não tenha contribuído para um aumento de popularidade de Israel entre a vizinhança). Em 2006, foram os diabos finlandeses Lordi. Este ano, foi a mulher barbuda que chegou da (por norma) entediante Áustria. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que isto já vem desde 1988, quando a Suíça nos entregou Celine Dion.

 

Independentemente da qualidade artística dos citados (e, como há décadas que não acompanho o Festival, estou pronto a aceitar estarmos perante os novos Leonard Cohen), pergunto-me se não haverá aqui mais do que uma coincidência. Estará o Festival da Eurovisão, desde sempre um decadente certame de piroseira, a premiar a qualidade musical das canções - ou o circo mediático capaz de ser gerado pelos concorrentes?

 

Talvez Portugal, que sempre se queixa de pouco sucesso neste evento, devesse apresentar no próximo ano - um dueto de irmãs-siamesas.

link do postPor João Sousa, às 11:38  comentar

 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO