A sério que sim
19.5.14

Cada vez mais a CNE se está a tornar uma espécie de ASAE das eleições.

 

A bem de uma suposta igualdade de tratamento, conseguiu que as televisões não cobrissem a campanha; aplica multas ao Facebook por causa da publicidade paga; e diz que vai manter as redes sociais sob o seu olhar de lince, para garantir o escrupuloso cumprimento do dia de reflexão. A CNE dá a impressão de se querer lançar, com fúria militar, sobre um qualquer anónimo que, no Domingo, diga ao seu grupo de "amigos" que é preciso ir votar para "derrotar o fascismo". Se assim for, é consistente: em 2011, enviou ao Ministério Público uma queixa contra Garcia Pereira por umas declarações que este terá proferido depois de votar.

 

Já em 2009, quando o velho Soares apelou, explicitamente e em directo e diferido, ao voto no seu filho para a Câmara de Sintra, a CNE afirmou que "este crime pode ser punido com uma pena de prisão até seis meses ou uma multa até 60 dias". Percorri meio Google à procura de uma notícia sobre a multa que o decano Soares (pelos vistos não) pagou, ou um qualquer título sobre o processo que a CNE (pelos vistos não) moveu contra ele. Tanto quando consegui descobrir, à ilegalidade reincidente do dinossauro Soares, a CNE respondeu - fazendo beicinho.

link do postPor João Sousa, às 11:19  comentar

 
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