A sério que sim
22.9.15

As sondagens valem o que valem, mas valem alguma coisa. De forma unânime, vão dando empate técnico com ligeira vantagem para a coligação. As que desafinam, dão uma vitória clara da coligação. É engraçado ouvir os comentadeiros especialistas afirmando que não se pode dizer que a coligação siga na frente, pois a sua vantagem (mesmo quando ronda os 6/7%) está enquadrado no intervalo de erro da sondagem. Não deixa de ser verdade. O que também é verdade e legítimo é que se aplicarmos essa margem de erro em sentido inverso a vantagem é de 14%...

 

A única certeza que há, para já, é que António Costa vai perder as eleições. Mesmo que ganhe! E é preciso ser um político fantástico para conseguir perder as eleições, mesmo quando as ganha. Até para Costa, habituado a dizer uma coisa e o seu contrário e a deambular entre a ala mais moderada e a mais radical do PS de acordo com os ventos da conveniência, esta é uma façanha digna de registo. Perante um Governo obrigado a aplicar medidas austeritárias faraónicas e que cortou tudo o que havia para cortar, até um banco de cozinha do IKEA ganharia facilmente as eleições, com uma margem confortável. Mas o PS não elegeu como líder um banco de cozinha do IKEA. Lamentavelmente, elegeu Costa...

 

O PS convenceu-se, há cerca de dois anos, que seriam favas contadas. António Costa dedicou-se mais à purga interna e às execuções em praça pública do que a explicar aos portugueses porque poderia ser uma alternativa válida. Não o fez também porque não o é. Hoje, as pessoas veêm-se na contingência de votar na coligação. Ou de ir à praia. Ou de ficar a ver a bola. Se dúvidas houvesse, Costa tratou de as esclarecer, quando decidiu ameaçar o eleitorado...

link do postPor António Pinto, às 16:14  comentar

 
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