A sério que sim
3.3.16

Há pouco mais de um ano, todos queriam ser Charlie Hebdo e ai de quem não quisesse ser Charlie. Hoje, nenhum quer ser Henrique Raposo - e por vontade deles, nem o próprio o pode ser. Assim se vê a coerência desta esquerdinha. O direito à liberdade de expressão depende, afinal, do lado do espectro em que está situado aquele que se expressa. Há um ano cobriam a cabeça com cinzas. Hoje insultam, ameaçam, fecham contas de Facebook, obrigam a alterar o local da apresentação do livro e imagino-os mesmo sedentos de seguir o exemplo de uns outros cavalheiros que, em 1933, também decidiram manifestar o seu desagrado com certos livros:

berlin_1933.jpg

link do postPor João Sousa, às 09:54  comentar

 
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