A sério que sim
1.7.16

São publicados textos a explicar as duas razões que tramaram Miguel Relvas - e depois mencionam apenas uns detalhes jurídicos.

 

Sejamos honestos. As duas razões que tramaram Miguel Relvas foram: termos um primeiro-ministro chamado Pedro Passos Coelho que, perante dúvidas sobre o currículo académico do seu braço-direito político, deu carta-branca ao ministro da Educação para fazer uma investigação séria; e termos um ministro da Educação chamado Nuno Crato que, incumbido de tal tarefa, não hesitou em agir em conformidade e decretar a nulidade do diploma daquele que era - repito - tão somente o braço-direito político do seu primeiro-ministro.

 

Comparemos: quando o currículo académico do primeiro-ministro Sócrates esteve sob escrutínio, ele "ordenou" ao ministro Mariano Gago uma "investigação" - e este inventou uns pretextos manhosos para fechar a universidade em questão e enterrar as informações relacionadas com o caso.

 

No fim de tudo, o que fica é isto: durante quatro anos tivemos um primeiro-ministro e um ministro da Educação íntegros; nos seis anos antes, tivemos um manhoso como primeiro-ministro e um pau-mandado como ministro do ensino superior.

link do postPor João Sousa, às 12:52 

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