A sério que sim
14.7.14

 

Agora (mais) a sério: Soares perpetrou nova ofensa em forma de livro. Desta vez, fala de mudanças climáticas. O velho Soares invoca nevões, furacões e outros fenómenos extremos, afirmando resultarem da globalização e da actuação de alguns que "só querem ganhar dinheiro" (curiosa censura, vinda de quem vem).

 

A apresentação do livro, essa, foi um mero pretexto para exibir o seu corso de vaidade. Soares vestiu-se de cravo na lapela e arrastou a corte que o segue habitualmente: mulher, filhos, netos, Almeida Santos, Edite Estrela, Lidia Jorge, Seixas da Costa, Carlos Monjardino... só não vi referência ao bobo sobrinho-do-tio Alfredo Barroso - mas imagino que alguém terá que ficar na Fundação para apagar as luzes. Aquela repugnante plateia era um dos mais completos retratos da fauna que construiu a carreira dobrando o joelho perante este nosso rei bobeche. 

 

De tudo o que foi dito pelo idoso Soares, o mais espantoso foi: que sempre fez "o culto da amizade" e nem todos os amigos o trataram bem. Salgado Zenha, Manuel Alegre e Rui Mateus teriam e terão muito a dizer sobre isto. Soares cultiva amizades, sim - para derrubar quando perdem utilidade para a sua augusta pessoa, se recusam a ficar com a responsabilidade das suas pulhices, ou manifestam a mínima oposição à sua imensurável ambição.

link do postPor João Sousa, às 12:04  comentar

De Francisco Seixas da Costa a 14 de Julho de 2014 às 12:50
Fico grato pelo destaque dado à minha presença no
único ato público do meu amigo Dr. Mário Soares a que me desloquei, desde há muitos anos.

 
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