A sério que sim
6.11.14

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Tao cíclico como o cubo mágico, regressou a alguma blogosfera o não-problema do piropo. As gentes de Esquerda querem-no proibir porque... as gentes de Esquerda gostam de proibir. As gentes de Direita aceitam esta putativa proibição por quererem evitar o rótulo de machistas ou, pior, marialvas direitolas.

 

Não vou escrever aqui sobre o piropo. Vou, antes, afirmar que seria mais produtivo se estas gentes redireccionassem a sua sanha censória para um flagelo que, este sim, assola os espaços públicos: o hiphop e kuduro emitido balisticamente pelas colunas dos telemóveis dos mitras.

 

Eu sei perfeitamente que os defensores do politicamente correcto não tocarão neste assunto nem com pinças: o piropeiro é o macho opressor; os mitras, pelo contrário, logo terão uma socióloga ou historiadora bem penteada a defendê-los como  oprimidos sócio-económicos.

 

E, no entanto, há cidades no Brasil que proíbem (e punem!) a reprodução de música nos transportes públicos. No Japão nem sequer é necessária legislação, pois o simples acto de se falar ao telemóvel num transporte público é encarado como falta de educação.

 

Isto não é uma questão de censura ou de impedir a identidade pessoal: é apenas proteger a nossa privacidade, o nosso direito ao espaço pessoal num local público. Não é, sequer, muito complicado: bastaria legislar pela não reprodução de música nos mesmos locais públicos onde não se pode fumar.

 

Na verdade, nem deveria ser necessária legislação: bastaria bom-senso e educação.

link do postPor João Sousa, às 12:15  comentar

 
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