A sério que sim
15.1.17

A verdade, verdadinha, é que por mais camadas de verniz civilizacional que lhe aponham através de notícias encomendadas na Caras e na Lux, comendas apostas ao peito por sonsos e múltiplos espectáculos pagos por ajuste directo municipal - um cretino nunca deixa de ser um cretino.

 

A história já tem dias e conta-se em poucas palavras - e por muito poucas que sejam, serão muitas mais do que o personagem em questão merece. Na terça-feira passada, durante as cerimónias fúnebres do velho Soares, o insuportável Tordo, Fernando de seu nome, achou por bem publicar a seguinte atoarda no Facebook:

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Algum tempo após, movido pelo rebate das críticas que lhe foram feitas, pois consciência não tem para lhe rebater, removeu o textículo em questão. No dia seguinte, reassumiu - o que já não se podia ler - e justificou-se - não justificando nada.

 

Todo este episódio retrata na perfeição o perfil da criatura torda. Durante o funeral de alguém que, pelos vistos, tanta admiração lhe merecia, este comendado mitra, ao invés de respeitar a solenidade do luto - tira o smartphone do bolso e cospe ódio no "Face" por alguém que ousou fazer aquilo que, para si, deve ser desprezível: nascer humilde e superiorizar-se graças ao trabalho e esforço. Depois, ao escrever o que escreveu, manifestou ser um reles canalha; ao apagá-lo como apagou, provou ser um cobarde; e ao justificar-se como se justificou, mostrou ser um hipócrita.

link do postPor João Sousa, às 20:36  comentar

 
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