A sério que sim
19.11.15

gnr_gomes.JPG

 Ana Gomes, claro. Parece que "alguém" anda a incorporar o espírito do velho Soares.

link do postPor João Sousa, às 12:16  comentar

24.10.13

O problema de Isabel Moreira não é ser louca ou ser troglodita - é ser louca E ser troglodita.

 

Isto é toda uma forma de ser do homos socraticus.  Não fosse ser filha do senhor de quem é, Isabel Moreira estaria a dizer as mesmíssimas coisas, com exactamente o mesmo léxico e no mesmo tom - na banca da praça, com um avental à cinta.

link do postPor João Sousa, às 09:45  comentar

19.4.13

Acho sempre piada quando vejo os doidinhos do AspirinaB a citarem os maluquinhos do Corporações e vice-versa (links na barra lateral, caso pretendam enojar-se). É um pouco como ver um lacrau "amigar-se" no Facebook a uma cascavel.

link do postPor João Sousa, às 13:59  comentar

28.2.13

Gostaria só de acrescentar uma questão à análise do João: este protesto, de carácter indubitavelmente selvagem, era contra o quê?

link do postPor António Pinto, às 12:32  comentar

Pedro Passos Coelho foi à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Claro que houve circo.

 

Algumas alunas, diz o Público, empunhavam cartazes onde se lia, entre outras coisas, "Quero o meu país de volta". O que me ocorre, de imediato, é questionar porque não vão as tais alunas exibir este cartaz à porta da pessoa que, de facto, entregou o país aos credores e fugiu logo a seguir para Paris.

 

Mas o mais burlesco foi a exibição por alguns grunhos desta linda encenação:

Nem de propósito: o Público também noticia que, em 2011/2012, reprovaram no 12º ano mais 6,4% dos alunos do que em 2009/2010, "o que se ficará sobretudo a dever à maior exigência dos exames nacionais". Como se vê pelo que está exposto acima, tal acréscimo de exigência já vem dois ou três anos atrasado.

link do postPor João Sousa, às 08:33  comentar

11.5.12

Usar o comentário sobre a morte de Bernardo Sassetti para, implicitamente, fazer política como aqui faz Inês de Medeiros, é do mais baixo que me ocorre. Mas dado o historial da senhora, e a sua ortodoxia no estilo socrático, nada já surpreende.

link do postPor João Sousa, às 18:24  comentar

10.4.12

Soares, o tal que alguns afirmam ser "o pai da nossa Democracia", falou. De novo. E de novo quando devia ter estado calado.

 

Soares, incontinente... verbal, diz que as decisões do Governo não atingem os mais favorecidos. Critica também "o despesismo do Estado e das empresas públicas", afirmando que ao contrário do "corte nas gorduras do Estado" prometido em campanha, "até parece que tem vindo a engordar".

 

É um facto que o Governo pode atingir alguns "favorecidos", cortar algumas "gorduras" e reduzir despesas. Pode, por exemplo, eliminar a presença no Orçamento de Estado de fundações manhosas como uma tal "Fundação Mário Soares", cuja utilidade ainda ninguém me conseguiu explicar (a não ser como local de recepção para líderes carismáticos como Chávez). Pode reduzir ou eliminar a mesada que lhe sustenta um escritório. Pode reduzir ou eliminar a guarda pretoriana que lhe dá um ar "ex-presidencial". Pode manter na garagem da Direcção Geral das Finanças e do Tesouro o Mercedes Benz S350 a bordo do qual o nosso Speedy-Gonzalez-Soares anda a brincar à apanhada com os radares da GNR de Leiria a 199Km/h. E o Estado pode começar por conter os seus gastos não pagando a respectiva multa de 300 euros, pois o nosso Soares-Rex entende, na sua generosidade, que:

 

"o Estado é que vai pagar a multa".

 

E não deixa de ser irónico que o velho Soares acuse o Governo de atingir os mais desfavorecidos com as decisões que vem tomando. Pois quando os oficiais da GNR lhe deram a escolher entre pagar imediatamente os 300 euros ou ver a carta do motorista ser apreendida, Soares tomou a decisão - que atingiu o mais desfavorecido:

 

"disse que o Estado é que ia pagar a multa, pelo que a carta do condutor ficou apreendida".

 

Alguém devia estudar o genoma deste Soares pai-do-filho e tio-do-sobrinho. De certeza que algures faltam genes: os genes responsáveis pela vergonha. Talvez tenham sido substituídos pelos genes da falta-de-educação:

 

Quando os guardas se aproximaram, o ex-presidente terá sido "bastante mal-educado"

link do postPor João Sousa, às 23:17  comentar

3.4.12

O luso-rambo Pedro Nuno Santos, o tal da "imagética rica" que sabia como fazer tremer as pernas dos banqueiros alemães, demitiu-se da vice-presidência da bancada parlamentar do PS. Segundo a notícia do Diário Económico, Pedro Nuno Santos "invocou razões de carácter pessoal" para a decisão de se afastar da direcção da bancada, mas deputados próximos do ex-líder da JS referiram que a demissão se deve "a divergências políticas".

 

Eu acredito mais na segunda hipótese. É que para serem "razões de carácter pessoal" a causa para a demissão, tornava-se necessário que existisse carácter...

link do postPor João Sousa, às 19:08  comentar

1.4.12

O Homem, criatura que se atribui (sem corar) o título de "único animal racional", desmente-se continuadamente em relação à racionalidade e esquece-se da sua animalidade - enquanto pratica esta de forma infrene.

 

Hoje, percorri na transversal o Jornal de Notícias online. É um verdadeiro desfilar de horrores. Tal como Dante, descemos ao Inferno e vemos a corrupção, a loucura e a podridão que existem neste nosso pequenino rectângulo de mundo.

 

Aqui, um idoso de 73 anos tentou agredir a tiro e à martelada uma vizinha que fazia mudanças às 10 da noite. Já não se acredita na existência de uma Autoridade que nos proteja da insensatez e da falta de civismo: responde-se - de forma algo desproporcionada, diria eu - com um martelo e uma pistola apontados à cabeça.

 

Aqui, um bancário (estamos a falar de um director de banco, não de um trolha avinhado ou de um cavador de batatas algures numa quinta isolada) violou e agrediu a filha adoptiva, de forma sistemática e ao longo de sete anos. O notável cavalheiro justifica-se afirmando que se apaixonou pela criança e que ela também "queria" ter sexo com ele. A jovem tem hoje quinze anos: se a matemática não me falha, este gentil-homem iniciou os abusos (ou, segundo ele, "apaixonou-se") quando ela tinha oito anos. Eu repito: 8.

 

Aqui, o língua-de-pau Manuel Tavares, director do jornal, faz um ridículo exercício de revisionismo: apresenta-nos um Sócrates trágico e injustiçado, um Sócrates tão paralelo à realidade que conhecemos que se diria resgatado a um outro universo. O Sócrates que Manuel Tavares nos pintou no Sábado (logo, não penso ser uma brincadeira de Dia das Mentiras) foi "um líder demasiado forte", um líder temido e detestado por aqueles homens menores que eram incapazes de acompanhar o seu "trabalho intenso para estar informado". Um Sócrates que criou adversários no interior do seu partido por procurar fora dele "pessoas e instituições que o ajudassem a concretizar as suas políticas" (vêm-me à memória três exemplos desse escol: Armando Vara, Joe Berardo, JP Sá Couto). Um Sócrates que "nos últimos meses de governação (...), quando já declarara a absoluta necessidade de atacar a dívida acumulada bem como as despesas de funcionamento da Administração Pública" (dívida e despesas pelas quais, fico em crer, Manuel Tavares não imputa qualquer responsabilidade aos desmandos desse Übermensch chamado José Sócrates), foi traído por "passarões especialistas em usar e abusar dos cartões de filiação partidária" que "desataram a arranjar empregos para a vida a familiares e amigos ou a concluir negócios improváveis à luz da falta de dinheiro e dos sacrifícios que a crise já prometia". Foi assim que se passou, remata o oráculo Tavares, o pitoniso Tavares.

 

Para quê deprimir por um passado que já não pode ser corrigido? Este presente é grotesco o suficiente para o fazer pelos seus méritos - com a (des)vantagem de ser alheio.

link do postPor João Sousa, às 13:07  comentar

19.1.12

Otelo Saraiva de Carvalho mostra-nos, aqui, posições curiosamente paradoxais, em especial esta:

"Quanto ao teor das suas declarações, que já provocaram polémica por serem entendidas como um apelo ao tumulto, o 'militar de Abril' defende que a 'Revolução dos Cravos' teve como um dos seus objetivos garantir-lhe precisamente esse direito: "O de poder dizer as alarvidades que eu quiser, porque o que eu digo é a minha opinião e, num país livre, eu não posso ser condenado por expressá-la".


Examinando as palavras deste homem com alguma minúcia, esbarramos com a seguinte idiossincrasia: Otelo acha que um golpe militar lhe deu a liberdade para instigar outros golpes militares, ainda que a ideia seja classificada pelo próprio como uma "alarvidade". Temos, aqui, um vislumbre da extrema complexidade intelectual deste homem. Uma pequena afirmação, que contém três ou quatro conceitos que se incompatibilizam e ridicularizam entre si. Otelo precisa de acordar do sono profundo em que entrou por alturas do PREC e do verão quente de 75 e perceber que a incitação ao tumulto e à insurreição seja de que sector da sociedade for é um crime grave, justamente punido por lei. Existe, no entanto, a muito provável atenuante da inimputabilidade...

link do postPor António Pinto, às 09:37  ver comentários (1) comentar


 
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