A sério que sim
29.1.13

Parece que João-filho-do-pai-Soares veio defender Arménio Carlos. Na sua página do Facebook, escreveu que "o etíope é mesmo escurinho". E eu digo, aqui, no meu blogue: "o João Soares é mesmo idiota".

link do postPor João Sousa, às 10:06  comentar

28.1.13

Afinal, sempre vieram algumas personalidades, até de Esquerda, criticar as palavras de Arménio Carlos. Não me surpreende - apesar de tudo, acredito que em qualquer lado há gente com um módico de bom-senso.

 

Também não me espanta a desvalorização que gentes de Esquerda fazem do comentário de Arménio Carlos. Todas as áreas políticas possuem os seus desvalorizadores profissionais. Mas acho particular piada ao argumentário.

 

O soarista Vitor Ramalho disse não ver racismo. "Não é uma frase usual, mas serviu naquela situação para diferenciar, identificar, uma individualidade, ou seja, o elemento do FMI." Não é de surpreender, vindo de quem vem e com a formação que teve, esta exibição de língua-de-pau.

 

Ana Avoila acusa o Correio da Manhã de "abuso de interpretação", uma vez que "tirou as palavras da frase do contexto".

 

O próprio Arménio Carlos afirma-se surpreso com a indignação despertada nas redes sociais: "(...) porque disse coisas muito mais importantes e pelos vistos só retiveram isso (...)".

 

Dá-me especial prazer observar o ar amuado destes dois últimos. Os jornais, dizem os pobrezinhos, prestaram mais atenção ao potencial para polémica. Os adversários e comentadores, queixam-se, focam mais a gaffe. Mas talvez eu esteja a ser injusto. De certeza que, quando Manuela Ferreira Leite proferiu a tal piada sobre "a suspensão da democracia", Vitor Ramalho, Ana Avoila, Arménio Carlos e outros que tais vieram a terreiro defender a senhora, chamando a atenção para a "retirada de contexto", "o abuso de interpretações", e o passado democrático de Manuela Ferreira Leite.

 

Karma is a bitch - não é, rapaziada?

link do postPor João Sousa, às 11:13  comentar

27.1.13

Vamos imaginar, por momentos, que um qualquer político activo da chamada "direita" se referia a António Costa como "um Presidente de Câmara mais escurinho". Caía o Carmo e a Trindade: veríamos e ouviríamos a dicção de Assis, as sobrancelhas de Seguro, a neurose de Isabel Moreira, o desatino da doika do Bloco e, mais importante, vários comunistas, todos em uníssono e cada um à vez pedindo a demissão desse "direitolas-racista-neo-nazi".

 

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, disse ontem ao discursar na manifestação de professores, que "Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do Banco Central Europeu, outro da Comissão Europeia e o mais escurinho, o do FMI". Como é alguém de Esquerda, insuspeito natural desses vícios reaccionários, no pasa nada.

link do postPor João Sousa, às 12:09  comentar

22.3.12

O primeiro teste do camarada Arménio como testa de ferro vermelho está a ser um profundo fiasco. Senão vejamos:

 

- 5% de adesão na Autoeuropa

- 50% (números dos sindicatos) na CGD

- as ligações do Barreiro, Montijo, Cacilhas e Seixal estão a funcionar, pela primeira vez em dia de greve geral

- 20% de adesão nas Finanças de benfica (a dos cocktails molotov)

- Hospital de Santa Maria funciona com normalidade

- Metro do Porto opera as principais linhas, responsáveis por transportar 80% dos habituais passageiros

 

Se calhar, o facto do camarada Arménio não ter tomado banho não o ajudou particularmente a arregimentar as tropas, mas não serve de desculpa. 

 

O camarada Arménio é, de todas as formas, uma personagem engraçada, como se vê aqui, onde explica de forma eloquente que um tipo que quer ir trabalhar mas não pode, porque a greve dos transportes o impede, é contabilizado nos números da central como um grevista. E é contabilizado porquê? Porque ele até queria fazer greve, mas como não tem liberdade para tal, porque o patrão é mau, utiliza a greve dos transportes para fazer a sua própria greve. É este género de argumentos propagandísticos, clássicos da escola comunista da Guerra Fria, que faz do camarada Arménio uma caricatura. Um tipo que diz que os conflitos na Grécia são provocados por infiltrados de extrema-direita, com a conivência das autoridades, no sentido de denegrir a luta dos trabalhadores e dos sindicatos, não pode ser levado a sério em pleno século XXI.

 

O João acha que ele é uma pessoa perigosa. Eu acho que é apenas tolo, deslocado no tempo e insignificante.

link do postPor António Pinto, às 11:30  comentar


 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO