A sério que sim
17.1.12

Não resisto a deixar algumas palavras acerca do assunto, apesar do post do João.

 

Rudolfo, o jovem, e Sónia Patrícia, a mãe do jovem, protagonizaram, à saída do tribunal, uma cena digna de Rocambole. Após terem ouvido, por parte do colectivo, que o que afastaria Rudolfo, o jovem, da prisão seria um comportamento exemplar e destituído de violência gratuita (algo mais ou menos compreensível para qualquer símio), Rudolfo, o jovem, e Sónia Patrícia, a mãe do jovem (qual o nome modernaço-que-não-fere-susceptibilidades para delinquentes adultos?), agrediram uma jornalista que por ali estava fazendo o seu trabalho.

 

Prováveis beneficiários de um generoso RSI pago por todos nós, Rudolfo, o jovem, e Sónia Patrícia, a mãe do jovem, vão passeando a sua classe e civismo, cometendo aquilo a que alguns atribuem o engraçado epíteto de "pequenos crimes", de uma forma praticamente impune, à luz dos princípios do famosíssimo estado social e do infinito guarda-chuva da promessa de reabilitação e reinserção social.

 

Não quero que o dinheiro proveniente dos meus descontos para a Segurança Social sirva para habilitar, reabilitar, integrar, reintegrar, inserir ou reinserir seja o que for parecido com esta mole humana incorrigível. Faça-se o que se puder, que se dê apoio a quem o merece.

link do postPor António Pinto, às 11:48  comentar

Agressores do vídeo no Facebook condenados a pena suspensa:

 

Segundo o juiz-presidente, o tribunal teve em consideração a idade dos arguidos e as infâncias em 'meios desfavorecidos', julgando que a 'simples ameaça de prisão' será suficiente para que estes jovens não voltem a cometer crimes.

 

Confesso que isto sabe-me a pouco. Não estamos a falar de uns empurrões, um estalo na cara ou uma maçã furtada de uma mercearia. Eu vi o vídeo: achei-o digno de um episódio dos Sopranos, demonstrando "um grau de desprezo pela pessoa humana que deixou atónito o tribunal". Penso que a estes jovens de "meios desfavorecidos" (no meu tempo, seriam chamados "delinquentes") devia ter sido oferecida uma estadia, em regime de pensão completa, de pelo menos uma semana na cadeia, para terem uma verdadeira noção da realidade que os espera - e de um conceito entretanto caído em desuso: sofrer a consequência dos actos.

 

Agora, para terminar num registo mais leve, vejamos em sequência estes três excertos da notícia:

 

(...) o tribunal [julga] que a "simples ameaça de prisão" será suficiente para que estes jovens não voltem a cometer crimes. José Lopes Barata alertou os arguidos de que, caso as expectativas do colectivo sejam defraudadas, "as penas serão cumpridas".

 

O advogado do jovem que filmou as agressões também se mostrou satisfeito com a decisão (...). Carlos Viegas declarou-se confiante de que o jovem "tem perfil" para melhorar.

 

Após a leitura do acórdão, e à saída das varas criminais, o jovem agrediu uma jornalista que se encontrava no local com um pontapé, tendo sido ajudado pela mãe.

 

Vê-se que o jovem "tem perfil" para melhorar. O jovem está, realmente, cheio de perfil para melhorar. Nota-se que "a simples ameaça de prisão" foi suficiente para este jovem abraçar uma vida de ética e responsabilidade. Eu só gostaria de saber se agredir a pontapé uma jornalista, minutos depois de o tribunal ter afirmado que as penas seriam cumpridas no caso de as expectativas do colectivo serem defraudadas - é defraudar as expectativas do colectivo.

link do postPor João Sousa, às 10:52  comentar

22.11.11

 

Hoje, logo de manhã, pareceu-me ouvir carvalho da silva falar de atraso civilizacional... devo ter feito confusão...

link do postPor António Pinto, às 09:52  comentar


 
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